sexta-feira, novembro 28

Transporte de animais: alternativas e cotações

Antes de comprarmos a passagem do Leopoldo, que vai conosco como bagagem acompanhada pela Air Canada (ver post anterior), chegamos a cotar duas outras alternativas, as quais, dependendo das circunstâncias, podem ser a melhor saída pra ter certeza de que o pet chegará bem e em segurança.

Pelo que aprendi (posso estar enganada), essas opções são recomendáveis ou obrigatórias quando:

a) O bicho + kennel ultrapassam o limite de 32 kg;
b) Vc quer ir primeiro e mandar o bicho depois (caso da nossa cadelinha Ilsa);
c) O bicho, apesar de ter certidão de saúde, é meio histérico ou meio frágil demais e requer atendimento veterinário especializado;
d) Vc tem grana e não tem saco pra encarar a chata burocracia de levar um bicho.

Nesses casos, o que vc pode fazer é:

Contratar uma equipe profissional que cuide de tudo pra vc

Das empresas que contatamos, senti mais firmeza foi a World Care Pet Transport. O representante no Brasil com quem falei foi o senhor Sérgio Wakim. Muito atencioso, fez a cotação pra gente e até algumas recomendações. Eles buscam em casa e cuidam de todo o processo, tudinho mesmo. Pode ser meio salgado, mas vale a pena fazer a cotação. É só mandar e-mail pro Sr. Sérgio.

Despachar por cargo

Só cotamos com a Air Canada Cargo. Dá pra consultar outras empresas aéreas tb...

A estimativa que recebemos (em 10 de nov, enviada pela Sysbrac Transportes) foi:

Destino
Cia.Aérea
Vôos
Modalidade
Espécie Raça
Cor
Sexo
Nome
Idade
Dimensão
Peso cubado
Peso bruto
Quantidade
Frete aéreo

Despesas adicionais :

Agente de cargas
Infraero
Awb
Fuel Charge
Handling
Montreal - Canada
Air Canada
Diários via Toronto
Aeroporto / Aeroporto
Canino









01
U$ 11.45 por kg



R$ 404,00
R$ 29,00
U$ 35.00
U$ 0.60 p/kg bruto
U$ 45.00

MAIS INFORMAÇÕES SOBRE EMBARQUE DE ANIMAIS:

# Aqui tem uma lista bacana de tudo o que é necessário para embarcar um bicho em viagem internacional;

# Informações oficiais no site do Canada, ou vá direto no mais específico sobre dogs... Tem tb o FAQ.

DICAS QUE CHAMARAM NOSSA ATENÇÃO

# A nossa veterinária recomendou NÃO sedarmos o Leopoldo. Foi o que lemos em muitos sites. Isso diminui a capacidade do animal de se equilibrar em procedimentos como decolagem, etc, ou turbulências. Sem falar que frio + sedação aumenta risco de hipotermia.

# Corte as unhas do bicho antes de viajar, pra ele não correr risco de se prender na grade do kennel.

# Tenha uma foto do animal com vc. Caso vire bagagem perdida, fica mais fácil localizá-lo, mostrando-o pros funcionários (e, imagino, se controlando pra não voar no pescoço de alguém, de tanto nervoso...).

# Coloque dois tags de identificação no pescoço do au-au: uma com informações da origem do passageiro e outra com o destino.

# Antes do fechamento das portas do avião, pergunte pra tripulação se seu bicho foi embarcado. Confirme, principalmente quando em aeronaves menores, se o compartimento onde ele está é pressurizado (essa dica foi de um comissário de bordo - disse q era uma coisa estúpida mas que acontece...).

PASSAGENS: here we go!

Hoje foi o grande dia em que finalizamos a compra de nossas passagens. Já estamos usufruindo do acordo TAM-AIR CANADA. Aqui estão todos os detalhes:

Mudança de planos: só um cachorro vai (por enquanto, pelo menos)

Dois fortes motivos influenciaram a decisão:

1º) A Air Canada só transporta um animal por vôo (e não um por passageiro);

2º) A mais novinha dos dois cães teve leishmaniose (ela foi encontrada no lixo, abandonada, ainda filhote, e superou, além da leish, duas ocorrências da doença do carrapato). Foi devidamente tratada, teve a doença negativada e a veterinária garantiu a emissão do seu certificado de saúde. O problema todo é que ela precisa de um tratamento eterno, em que tem de tomar um certo medicamento que sei lá se vou conseguir comprar em Québec. Liguei para uma veterinária lá em Montréal que sugeriu o seguinte: vamos levar cópias da documentação da au-au, ela vai avaliar o caso e, conforme for, a enviamos por cargo (o que, devido ao motivo 1º, ia acontecer de qualquer forma). Assim, não colocamos sua vida em risco e evitamos problemas com as autoridades sanitárias. Enquanto isso, fica na casa da vovó, que é apaixonada por ela...

Compramos a caixa de transporte do Leopoldo

Porque precisávamos enviar todos os detalhes da caixa e do cão para as companhias aéreas que fôssemos utilizar, providenciamos o kennel. Este tem de seguir alguns padrões, como tamanho, material, tipo de fecho, quantidade de aberturas laterais... Os regulamentos da Air Canada estão disponíveis online mas, honestamente, os da United foram mais instrutivos...

Dados sobre o Leopoldo

Raça: SRD
Altura: 42 cm
Comprimento: 60 cm
Largura: 20 cm
Peso 14 kg
Dados sobre o Kennel

Altura: 56 cm
Comprimento: 89 cm
Largura: 61 cm
Peso: 6,5 kg

Compramos o kennel aqui em Campo Grande e pagamos R$ 210,00. Pagamos um preço muito mais em conta do que o normal (R$ 350,00) porque, por eu atuar com bem-estar animal, acabamos comprando direto no distribuidor. A caixa pode ser encontrada em lojas que nos foram recomendadas pela Air Canada: Pet Tour, Chalesco, Hagen, Mon Ami, Virtual Pet, Pet Mate, Cobasi e Pet Center Marginal.


Aí estão algumas fotitas do Poldo na sua casinha. Babem com seu charme e fofura... Já estamos tentando deixá-lo mais acostumado com a coisa... Mas, francamente? Ele vai viajar mais confortável que nós, em nossas poltronas de classe econômica...

Detalhe sórdido: fomos avisados pela Air Canada de que, no embarque, teremos de assinar documento dizendo estarmos cientes de ele passará possivelmente por uma temperatura de dois graus negativos no processo de transporte. Nem dormi tendo pesadelos com meu cachorro amado chegando durinho durinho em Montréal. A veterinária me tranquilizou. Amanhã vou comprar roupas quentes pro moço. Depois posto detalhes fashionistas.

Compramos as passagem

Para isso optamos por uma agência de viagens de uma colega de francês do Zé, a Jao Tur. Já estamos gozando das vantagens da parceria Tam-Air Canada. Do contrário, o excesso de bagagem no vôo doméstico (Campo Grande-Guarulhos) ia ser um absurdo. Mas teve o seguinte: como a coisa é nova, ninguém sabia direito dos termos da parceria, nem na Tam nem na Air Canada. O Alexandre, agente de turismo que nos atendeu, teve importante papel em conseguir as boas tarifas (e a confirmação do embarque do Leopoldo na Tam, q tava difícil de obter).

Os trechos saem todos num só bilhete:

Campo Grande-Guarulhos / Guarulhos-Toronto / Toronto-Montréal
Valor por pessoa (só ida): US$ 1200.00 (R$ 2879.12)

Saimos daqui dia 26 de janeiro e chegamos lá dia 27. Wohoo!!

Observações sobre a bagagem

O vôo Tam já sai como internacional, daí vamos com a franquia de check-in de 2 bagagens de 32kg e carry-on de 10kg por cabeça (bem melhor que os 23 kg por pessoa do vôo doméstico típico). Acontece que a Air Canada dá aquela quebra de bagagem pra imigrante, nos permitindo uma bagagem extra de 32 kg no check-in e tb mais uma de 10 kg carry-on por pessoa. E como fica a TAM com essas terceiras 'malinhas'? Essas sim, vão como excesso de bagagem, o qual teremos de pagar no balcão...

Quanto ao cachorro, é o seguinte: o custo para despachá-lo pela Air Canada é de US$ 214.00. Eles nos informaram que essa tarifa já cobriria o trecho feito pela TAM. Mas a TAM tirou o dela da reta e tá dizendo que não, que teremos de pagar um extra pelo Leopoldo. Aí entra o super agente Alexandre que continua brigando pela confirmação da informação dada pela Air Canada. Quando houver novidades, aviso.

Seguro-viagem

Compramos com o Alexandre tb. Ficamos com o plano Easy da MIC.

Vigência de 91 dias. Custo de U$ 158,50 por pessoa.

Cobertura: US$ 25,000.00 por morte acidental/invalidez permanente por acidente (credo), US$ 6,000.00 por assistência médica acidental/enfermidade por evento (bate na madeira), e outras cositas mais. Não cobre 'gastos de busca e salvamento': espero que não haja nenhum cataclisma...

E vamo que vamo!
Que sera, sera...

segunda-feira, novembro 24

Queima de estoque! Varejão bye bye Brazil!


Pus no ar um site pra anunciar nossas coisas.
O bazar mesmo vai ser só em 21 de dezembro, mas já dá pra ir vendendo algumas coisas, como livros, por exemplo. Aliás, por enquanto só tem livro no site... Mas deu um trabalhão catalogar mais de 300 títulos...
Acabei escolhendo usar um serviço gratuito que é até bacaninha: o weebly. Bem prático e bonitinho...

sábado, novembro 15

Para onde vamos?






Sempre nos perguntam... Mas onde mesmo é Montréal?

Taí um mapinha...

Chegando em Montréal: material usado na entrevista

Na entrevista, a gente deve se preparar pra explicar quais nossos planos imediatos, de curtíssimo prazo, para assim que chegarmos. Fizemos esse aqui.
Agora, às vésperas da viagem, vamos fazer uma reavaliação da coisa…

1) Arrivée à l'aéroport : nous rendre au bureau d'Immigration-Québec.

2) Avoir fixé un rendez-vous avec un agent d'intégration pour , entre autres choses :

- enregistrer notre arrivée au moyen de nos visas, passeport et Certificat de sélection du Québec (CSQ)

- confirmer ou mettre à jour les données de notre dossier (nom, date de naissance, etc.)

Immigration-Québec – Nord de Montréal
255, boulevard Crémazie Est, bureau 8.01
Montréal (Québec) H2M 1M2
Téléphone : 514 864-9191

Immigration-Québec – Sud de Montréal
800, boulevard De Maisonneuve Est, rez-de-chaussée
(bureau 105 pour les visiteurs)
Montréal (Québec) H2L 4L8
Téléphone : 514 864-9191

3) Nous adresser a un hôtel (chiens acceptés)

4) Trouver un appartement (3 ½ ou 4 ½ - chiens acceptés)

5) Trouver un emploi

Plan financier pour les trois premiers mois

2 adults et 2 chiens


Mois 01

Mois 02

Mois 03

TOTAL

Loyer 31/2 ou 41/2

600.00

600.00

600.00

1,800.00

Meubles

400.00



400.00

Ustensiles

300.00



300.00

Transport

130.00

130.00

130.00

390.00

Portable

50.00

50.00

50.00

150.00

Nurriture

400.00

400.00

400.00

1,200.00

Supermarché

100.00

100.00

100.00

300.00

Lavanderie

60.00

60.00

60.00

180.00

Loisir

100.00

100.00

100.00

300.00

Vêtements

300.00



300.00

Hôtel (1ere semaine)

490.00



490.00

Chien

50.00

50.00

50.00

150.00


2,980.00

1,490.00

1,490.00

5,960.00

Le journalisme au Québec: material usado na entrevista (parte III)

Documento que se revelou importante, aqui estão os sites destinados a pesquisa de emprego com um bocado de job offer para jornalistas (e comunicadores em geral).

Fiz também um resumo das ofertas de emprego encontradas. O entrevistador prestou MUITA atenção e aprovou a relação de survival jobs que têm alguma relação com minha formação. Vou colocar aqui só 3 de cada (jornalista mesmo e survival job) pra dar uma idéia de como apresentei a coisa.

Mécanismes de recherche d'un emploi sur l'Internet

Infopresse Jobs

Le site d'emploi des professionnels des communications appartienne au site Infopresse, « le portail du marketing, de la publicité et des comunications.

Media Job Search Canada.com

« Canada's #1 Website to search for media related Job Ads posted by companies across Canada. We developed this website to better help "Canadians", who work in media professions, search for a new job and for those who are just getting started in the Industry. »

Jeff Gaulin's Job Board

« Canada's leading web site for employment in the media and communications industry. View the latest job postings in the boxes below, or follow the JOBS section on the menu bar above to find more jobs within a specific medium (e.g. print, broadcasting, new media, PR, etc.). »

Offres d'emplois

JOURNALISTE

Entreprise

Ville / Poste

Compétences requises

IT World Canada

Montréal /Journaliste Web

Une bonne connaissance des technologies Internet les plus récentes est essentielle, des talents de rédaction et de traduction sont nécessaires et une passion brûlante pour les technos est requise. Une maîtrise des logiciels de base dans un environnement Macintosh est demandée et une bonne connaissance des techniques ou des outils de production audio et vidéo est un avantage.

READER'S DIGEST

Montréal

/ Writer / Editor Rédacteur / Réviseur

• University degree in Arts, preferably in journalism, literature, or history

• Minimum of five years of relevant experience

• Thorough familiarity with Macintosh environment and proficient in Word and Quark

• Bilingualism is an asset

L'OBSERVATEUR

Montréal/ rédacteur/rédactrice

Scolarité : Universitaire 2e cycle (Maîtrise), Diplôme de 2ième cycle en marketing, en sociologie ou dans un autre domaine pertinent.

Années d'expérience reliées à l'emploi : 1 à 6 mois d'expérience

Description des compétences : Vous devez avoir de l'expérience à titre d'agent de recherche; avoir une bonne connaissance de la suite Microsoft Office (essentiel); avoir un excellent français et de grandes aptitudes rédactionnelles; avoir beaucoup d'entregent; être bilingue (atout) et connaître un logiciel de traitement statistique (SPSS, STAT XP) (atout)

Langue(s) demandée(s) : anglais : connaissance de base


AUTRES

Entreprise

Ville /Poste

Compétences requises

Player1

Montréal/ Video Game Writer

The ideal candidate will be a gaming enthusiast with a love of writing and covering the industry. You must display incredible attention to detail, strong writing skills, and the ability to meet deadlines every time. Our writer must also be an excellent communicator who is able to develop and maintain partnerships with the readers and our industry contacts.

You can be based anywhere in Canada. Currently this is a non-paid position, but plans are in to place to make it paid one within the near future.

CENTRE DES JEUNES L'ESCALE 13-17 DE MONTRÉAL-NORD INC.

Montréal/ animateur/animatrice

Scolarité : Collégial (DEC)

Années d'expérience reliées à l'emploi : 1 à 2 années d'expérience

Description des compétences : Débrouillardise, autonomie, bonne expérience dans le domaine de l'animation, aisance au niveau de l'animation auprès d'un groupe, créativité, Patience, motivation et bon esprit d'équipe.

Langue(s) demandée(s) : français : très bonne connaissance

anglais : connaissance de base

Épisode

Montréal/ archiviste recherchiste

Scolarité : Universitaire 1er cycle (Bac), sciences humaines

Terminé

Années d'expérience reliées à l'emploi : 1 à 2 années d'expérience

Langue(s) demandée(s) : français : très bonne connaissance

anglais : connaissance de base


Le journalisme au Québec: material usado na entrevista (parte II)

Em um segundo documento, fiz um resumo de todos os códigos NOC relativos às áreas de atuação em que me enquadro. Também relacionei cada um deles ao que fora divulgado como perspectiva profissional na publicação "Le Marché du Travail au Québec".

Fonte: Ministère de l'Emploi et de la Solidarité Sociale - Appellations d'emploi pour la profession

5123 – Journaliste

Conditions d'accès à la profession :

* Un diplôme d'études universitaires ou collégiales en journalisme ou dans une discipline connexe tel qu'en communications est habituellement exigé.

* L'expérience permet d'accéder à des postes de révision (presse écrite) ou de réalisation (presse électronique).
Perspectives professionnelles 2006-20010 (Informations sur le marché du travail – Emploi Québec) : acceptables

4131 – Enseignants/enseignantes au niveau collégial et dans les écoles de formation professionnelle.

Nota do QuebeCoisa: conferindo o NOC, verifiquei que está em highest demand…

Conditions d'accès à la profession :

* Un baccalauréat, un diplôme d'études collégiales ou des compétences marquées dans la discipline d'enseignement sont exigés.

* Une maîtrise dans la discipline d'enseignement peut être exigée.

* Un certificat, un diplôme ou un grade en éducation des adultes peut être exigé.

* Un programme d'apprentissage et un certificat de qualification sont exigés des professeurs de métiers. Des cours complémentaires en enseignement ou un brevet d'enseignement provincial peuvent également être exigés.

Perspectives professionnelles 2006-20010 (Informations sur le marché du travail – Emploi Québec) : favorables

5226 - Autre personnel technique et personnel de coordination du cinéma, de la radiotélédiffusion et des arts de la scène

Conditions d'accès à la profession

* Un diplôme d'études collégiales ou universitaires en radiotélédiffusion, en théâtre ou dans un domaine connexe et plusieurs années d'expérience dans un poste de soutien ou d'assistant en cinéma, en radiotélédiffusion ou dans les arts de la scène sont exigés de la plupart des postes de ce groupe de base.

* Un dossier de présentation est exigé des régisseurs de plateau.

* Un programme de formation pour les maquilleurs travaillant dans le domaine du cinéma, de la télédiffusion et des arts de la scène peut être exigé.

* Un dossier de présentation démontrant les aptitudes créatives est exigé des maquilleurs.

* Un diplôme d'études collégiales ou la réalisation de tout autre programme spécialisé en production théâtrale technique est exigé des chefs électriciens, des éclairagistes, des chefs machinistes et autres techniciens de plateau.

* L'adhésion à un syndicat relié à la profession peut être exigée.

Perspectives professionnelles 2006-20010 (Informations sur le marché du travail – Emploi Québec) : restreintes

5227 - Personnel de soutien du cinéma, de la radiotélédiffusion et des arts de la scène

Conditions d'accès à la profession :

* Un diplôme d'études secondaires est habituellement exigé.

* La plupart des professions de ce groupe de base exigent un diplôme d'études collégiales en radiotélédiffusion, en théâtre ou dans un domaine connexe ou une formation en cours d'emploi.

Perspectives professionnelles 2006-20010 (Informations sur le marché du travail – Emploi Québec) : restreintes

Le journalisme au Québec: material usado na entrevista (parte I)

Vou tentar deixar aqui no blog todo o material relativo à profissão de jornalista que carreguei para a entrevista.

Espero que seja útil. Já aviso que está tudinho em francês...

##

Nessa primeira parte, preparei um resumo do que é legalmente a profissão de jornalista no Canadá.

Tracei também um rápido panorama do que é a imprensa em Montréal, cidade-destino.

Fonte: Fédération Professionnelle des Journalistes du Québec

1. Cadre légal

« Les journalistes ne sont assujettis à aucune forme de réglementation. La profession s'exerce dans les conditions de la plus grande liberté. Il n'y a pas d'ordre professionnel obligatoire en journalisme, contrairement à 45 autres professions comme le droit, la médecine, le génie, etc. régies par le Code des professions. Il n'y a pas de scolarité obligatoire. Il n'y a pas d'examen de compétence. Il n'y a pas de stage obligatoire en entreprise. Il n'y a pas de carte de presse obligatoire pour pratiquer le journalisme. D'ailleurs aucune carte de presse n'est reconnue légalement au Québec même si celle de la FPJQ est de loin la plus répandue. »

2. Les médias

Au Québec, la FPJQ dénombre environ un millier de médias d'information écrits et électroniques.

a) Quotidiens : les quotidiens sont au nombre de 14, dont deux sont anglophones. Ils appartiennent presque tous à d'importants groupes de presse

CanWest Global

- The Gazette (Montréal)

Gesca

Le Droit (Ottawa); Le Nouvelliste (Trois-Rivières); La Presse (Montréal); Le Quotidien (Saguenay); Le Soleil (Québec); La Tribune (Sherbrooke); La Voix de l'est (Granby)

Quebecor

24 heures (Montréal) - gratuit; Le Journal de Montréal; Le Journal de Québec

Transcontinental

Métro (Montréal) - gratuit

Indépendants

Le Devoir (Montréal); The Record (Sherbrooke)

b) Magazines : le nombre de magazines a explosé depuis les années 80. On en compte plus de 150 dans tous les secteurs de l'activité humaine. Il existe beaucoup de magazines indépendants mais le marché est structuré autour de trois grands groupes : Transcontinental, TVA Publications (Quebecor) et Rogers.

c) Hebdos : les journaux hebdomadaires locaux ou régionaux sont répartis dans toutes les régions du Québec. Ils comptent un journaliste et demi en moyenne. On en compte environ 200. Quebecor en possède le quart et Transcontinental le tiers.

d) Journaux communautaires : il y a près d'une centaine de médias écrits communautaires c'est-à-dire des journaux sans but lucratif, de propriété collective et de gestion démocratique. Leur tirage est généralement modeste.

e) Médias alternatifs : Un certain nombre de médias se définissent comme alternatifs, en presse écrite ou électronique. Un regroupement de ces médias compte environ 25 membres et revendique une implication active dans les luttes pour une société juste, solidaire, égalitaire, participative et diversifiée…

f) Radio : il y a plus de 160 stations de radio essentiellement regroupées au sein de trois grands réseaux privés, Corus, Cogeco et Astral, et d'un réseau public, Radio-Canada. Il existe aussi une quarantaine de stations de radio communautaires sans but lucratif.

g) Télévision : les réseaux de télévision privés francophones comptent deux grands joueurs, TVA (Quebecor) et TQS (Cogeco). Radio Nord retransmet la programmation de ces réseaux en Abitibi-Témiscamingue ainsi que la programmation de Radio-Canada. Du côté privé anglophone il y a le réseau Global de CanWest Global et CFCF de Bell Globemedia.

- TVA possède des stations à Carleton, Gatineau, Montréal, Québec, Rimouski, Saguenay, Sherbrooke et Trois-Rivières

- TQS en exploite à Gatineau, Montréal, Québec, Rivière-du-Loup, Saguenay, Sherbrooke et Trois-Rivières

- Global a des stations à Montréal, Québec et Sherbrooke

En dehors de ces grands réseaux de télévision il y a de nombreux canaux de diffusion spécialisés sur le câble et de nombreux producteurs privés qui trouvent des débouchés pour leurs productions chez les réseaux et les canaux spécialisés.

3. La formation

Les journalistes proviennent de toutes sortes de programmes d'étude. Un pourcentage toujours plus élevé de journalistes détient un baccalauréat universitaire. […] Les techniques du journalisme sont enseignées dans différentes institutions. […]On peut choisir un des cours en communications-journalisme qui se donnent dans toutes les universités du Québec. À l'Université Laval, le journalisme est enseigné à l'intérieur d'un programme qui comprend aussi les relations publiques. Il y existe également un cours de journalisme de deuxième cycle. À l'UQAM, il existe un baccalauréat en journalisme. C'est le seul bacc en français au Québec. L'Université Concordia offre déjà un tel bacc en anglais. L'Université de Montréal, quant à elle, offre un certificat en journalisme qui est un programme de deuxième cycle. Le CEGEP de Jonquière donne depuis 1969 un programme appelé Arts et technologie des médias qui permet de s'initier aux différentes techniques journalistiques.[…] Il existe enfin quelques écoles privées ou même des médias communautaires qui offrent des cours plus ou moins spécialisés sur un aspect ou l'autre du journalisme.

4. Le salaire

Le salaire d'un journaliste permanent d'une grande entreprise de presse peut se situer en moyenne à 50 000$ après quelques années d'expérience. Un pigiste qui débute pourra gagner 15 000$ ou 20 000$, et le salarié d'un hebdo pourra toucher entre 20 000$ et 35 000$ après plusieurs années d'expérience.

quinta-feira, novembro 13

Review: Apprendre le Québec

Esse é um material bom de se conhecer quando a gente pensa em partir pro Canadá, mais especificamente pro Québec. É um caderno oficial entregue ao candidato aprovado na entrevista para obtenção do CSQ (pelo menos foi assim com a gente): veja o nosso, que bonitinho...


Mas o melhor é que ele está disponível online. O que nós fizemos foi imprimí-lo antes da entrevista e o estudamos bem direitinho.
Claro que o levamos pra entrevista, e M. Leblanc, ainda que não tenha pedido nenhuma informação sobre o material em específico, com certeza viu nosso caderninho todo cheio de marcador rosa...










##

Estamos agora numa outra fase de estudo do material, prestando bastante atenção nos procedimentos pós-landing.

quarta-feira, novembro 12

Tem que ser selado, registrado, carimbado,avaliado, rotulado se quiser voar!

Chegaram ontem, pelos correios, por carta registrada, nossos suados e batalhados vistos....




...

E como diria Raul:


"O Plunct Plact Zum pode partir sem problema algum
Plunct Plact Zum pode partir sem problema algum...


... (Boa viagem, meninos. Boa viagem)."

domingo, novembro 9

O mapa e o tubão

Como mencionei no post anterior, sobre nossa entrevista, o mapa de Montréal que preparamos para ilustrar nosso projeto de imigração arrancou vários u-la-lás de nosso entrevistador.

Preparei uma pequena apresentação pra vcs acompanharem o trabalhão que deu...



Se alguém se interessar, dá pra fazer download do mapa. Não posso deixar de recomendar a gráfica que imprimiu essa coisa gigante (tamanho 50x120) a R$66,00. Detalhe: fica em Campo Grande - MS. É a D'Casa Mapas, telefone (67) 3382-2575.

sábado, novembro 8

Relato de entrevista - em abril de 2008

Como muita gente perguta como foi, taí o nosso relato de entrevista (super longo) tal qual enviado para a lista de discussão do yahoo.

*/*

Estávamos especialmente ansiosos para a entrevista. Nosso timeline é bem atípico, com direito a adiamento de entrevista, e contribuiu pra aumentar o nervosismo.

Meu marido de terno e gravata, eu de terninho de linho, chegamos os dois uma hora mais cedo. Eu sou a aplicante principal. Fomos recebidos com um bonjour e encaminhados a uma salinha de espera.

Eu, à beira de um surto psicótico, e o marido falando sozinho pra treinar o francês, ouvimos a moça da recepção atendendo a um telefonema hilário: um sujeito queria saber se podia mudar a data da entrevista. Ele queria antecipar e ouvimos a moça respondendo bem indignada: “não senhor, no Canadá são direitos iguais pra todos e não tem nenhuma taxa q o senhor possa pagar para acelerar o processo”. Serviu pra gente descontrair.

Às 14h30 em ponto aparece o M. Leblanc, trocamos bonjours e enchantéS e o seguimos ao escritório.

Mesa enorme, na hora ficou claro q esparramar os papéis não ia ser um problema. Tiramos o mapa do tubão de arquiteto, o colocamos na mesa e fizemos aquela cara de paisagem. Silêncio. Alors... Começamos já falando q havia alterações a fazer na Demande de Certificat. Ele: pas de problème. E não teve mesmo.

Começou o ritual de conferência de papelada: passaporte, estudos, trabalho. No meu caso, na experiência mais antiga, havia um lance na carteira de q eu nem lembrava mais, q foi uma mudança de CLT para estatutária (funcionária pública). Sorte que eu lembrava onde estavam as anotações e, como fica td na mesma pasta há anos, estavam lá as publicações no Diário Oficial. Deu trabalho pra explicar, mas ok. Tb acrescentei minha experiência como voluntária em assessoria de imprensa de uma ONG de proteção animal aqui da cidade. Ele olhou o certificado mas não digitou nada não. Perguntou se eu sabia da Federação de Jornalistas, expliquei que sim, falei q era meio parecido com o Brasil, só q ainda mais flexível. Mostrei minha carterinha de jornalista sindicalizada daqui e falei q vou pedir a da federação internacional.

Na vez do marido, o erro tinha sido na hora de preencher, e tínhamos colocado tempo a mais de experiência. Sem problema, ele aceitou a redução no documento.

Fomos para as comprovações de idiomas. Dei pra ele meu DELF B2 e minha matrícula no Avançado III da Aliança. Pediu os meus de inglês, entreguei minha coleção (Cambridge, City & Guilds, Ielts, Toefls, GRE) e ele exclamou u-la-la. Começamos a nos sentir em casa.

Daí meu marido entregou as matrícula de francês dele e explicou q evolui do 'niveau zéro' pro 'niveau un'. Foi a vez do M. Leblanc desopilar o fígado: se acabou de rir do niveau zéro. Depois de tirar uma onda, o Zé (marido) perguntou se ele não queria ver o de inglês. Monsieur Leblanc perguntou se era no mesmo nível de Madame (eu) e o Zé (pequeninho...) disse q não mesmo. E entregou o certificado de avançado da escola de inglês. Monsieur Leblanc disse q não era importante.

Enquanto ele digitava e digitava, fazia umas perguntas. Pq o Québec? Expliquei sobre a minha origem francesa e que me sentiria bem em um lugar com essa herança cultural e ao mesmo tempo com o dinamismo da América do Norte. Disse q não era bem o Canadá q eu queria e mais o Québec mesmo. O Zé disse q ia até pra China atrás de mim.

Expliquei q outra mudança era a ville de destino. Tinha colocado Laval mas teríamos de optar por Montreal, por conta do mercado de trabalho pra minha profissão (jornalista). Ele concordou.

Ele pediu pra ver as minhas ofertas de emprego. Mostrei algumas (tem bastante em sites específicos de comunicação, não nos estilo catho). Disse q eu sabia das limitações de idioma e mostrei – a pedido dele - várias outras opções, de atendente de vídeo-locadora a recepcionista. Expliquei q minha estratégia vai ser tentar entrar no métier, de qualquer jeito, fazendo café, arrumando cabelo, fazendo maquiagem (comecei como assistente de produção) e lá dou um jeito de mostrar como sou boa.

Ele perguntou se eu não tinha medo, já que teria de voltar pra base da pirâmide. Disse q não e contei a história do meu pai, que ao 50 anos perdeu tudo e teve de começar do zero. Mesmo sendo um profissional ultra bem qualificado, competente e tals, foi uma humilhação, já era 'velho' pra conseguir emprego, tinha de ganhar saco de batata de parente. Eu tinha 15 anos e comecei a trabalhar. Falei que não tenho problema pra recomeçar pq estou ciente de q isso pode acontecer aqui no Brasil: daqui a 10 anos serei ‘velha’ tb, já com 40 anos. Melhor recomeçar agora, no Canada. Aliás, quero fazer meu doutorado e aqui no Brasil não é bom negócio, diminui a empregabilidade.

O Zé mostrou as vagas dele (nada megalomaníaco, aliás) e o M. Leblanc começou a pedir as certificações de que ele tinha as competências exigidas, como o SQL, etc, etc. Meu amor se embananou todo mostrando as telinhas dos programas q ele desenvolve, e lá fui eu explicar, q mtas das exigências eram pré-requisitos da graduação em si, e se ele não soubesse, nem trabalhar tava trabalhando.

Qdo fui falar dos apartamentos pesquisados, mostrei q só tínhamos olhado apês que aceitavam cães. Mostrei tb os hotéis q aceitavam pets. Ele ficou impressionado. Foi a deixa pro papo descambar. Mostrei foto do Leopoldo (um vira-lhasa), conversamos sobre nós morarmos chez lui, e não ele chez nous. Ele falou gostou de 2 gatos q viu numa feirinha de adoção, batemos maior papo, falamos sobre o respeito q os canadenses têm para com os animais, sobre a ignorância dos brasileiros q não castram seus bichos.

Pediu pra ver o mapa e daí então ele foi à loucura. Perguntou onde conseguimos, explicamos q na internet e daí imprimimos. Perguntou se a impressão fora feita no Brasil mesmo. Modéstia à parte, tava bonito à beça nosso mapa gigante, cheio de adesivinhos coloridos pros apês, hotéis, federação de jornalismo, universidade, veículos de comunicação, locais de reunião do vigilantes do peso (q freqüento, e expliquei q vai me ajudar na adaptação alimentar)...

Voltamos a falar do Leopoldo (q aliás, por tabela, tb foi aceito pelo Québec) e falei de todo o processo necessário e custos. Mostramos, inclusive, q o nosso orçamento pra duas pessoas passava um pouco da média pq incluímos o au-au. Entre risadas, ele fez uma cara de quem tinha esquecido de algo, e disse q havíamos sido aceitos pelo Québec. O Zé, tadinho, com maior cara de paisagem, perdido q tava no papo, quase começou a chorar.

Muitas félicitations, muitos elogios pelo nosso projeto très fort, elogios à apresentação, recomendou a equivalência dos nossos diplomas, q era melhor não mandar pelo correio não, mas deixar pra fazer lá. Deu a papelada, explicou umas coisas e au revoir.

Fomos embora alucinados, despencamos pra Guarulhos e caímos no chopp.

Gente muuuuuito fina esse M. Leblanc.

By Clau

segunda-feira, novembro 3

Um dia começamos

Esse blog começou meio tardiamente.

Normalmente o pessoal começa no começo, qdo dos primeiros passos no projeto-maluco-Canadá.

Nós resolvemos tornar a coisa, digamos, mais pública, quando chegamos ao quase-final do processo, o de envio dos passaportes. Francamente, é esse final que mais cara tem de início: vida nova num outro país, nova casa, novo emprego, novo clima (ai!), novas roupas, novos quadros, novos livros. Novo idioma, no caso do Zé, que está radiante no nível intermediário de francês. Novo francês pra mim, que aprendi o francês parisiense, nada a ver com o québecois.

Velho, só o sonho. O sonho que um dia trouxe nossos avós pra terra brasilis - uma vida melhor - nos empurra agora para outras paragens.

By Clau