sábado, janeiro 31

A viagem


Saímos eu, Zé e Leopoldo (nosso lindo e amado cão amigo) de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, em direção ao Canadá no dia 26 de janeiro, para chegar no dia seguinte, 27 de janeiro. Voamos pela Air Canada fazendo o trecho doméstico Campo Grande-Guarulhos em code-share com a TAM (para mais detalhes sobre a compra de nossas passagens, ver post sobre o assunto).

Essa é uma novela mexicana em mtos capítulos. Detalhes em abundância estão a seguir:

1) Preparação para a viagem – as malas

Bagagem despachada: despachamos seis malas (três pra cada um), usufruindo da quebra de franquia que a Air Canada dá para imigrantes. Cada uma teria de ter 32 kg… Homens provavelmente não entendem nosso drama, caras mulheres leitoras (o Zé ficou com 1,5 de mala) mas, mesmo depois de enorme exercício de desprendimento material no nosso Garage Sale (e olha que dei fim a muita coisa que me era cara), eu PRECISAVA dar um jeito de usar toda a bendita franquia para levar roupas, sapatos, lingerie, maquiagem e perfume (isso pq só fiquei com os meus Natura que sabia nunca mais teria por aqui, por exemplo, aquele óleo de maracujá maravilhoso). Nessa batalha, meu lindo marido providenciou uma balança daquelas toscas de banheiro, uma prancha de madeira (com um corte pra poder enxergar o peso) e a calibrou com uns pesos confiáveis. O resultado foi que malas onde eu jurava que não entrava mais nada aceitaram mais alguns tantos quilinhos de coisas. Metemos alguns livros de francês, sapatinhos e casacos que de outra forma ficariam para trás e chegamos no check-in com os pesos cravados no limite, sem ter de pagar excesso.

Detalhe sobre a segurança: compramos alguns lacres numerados (com quatro números cada) e cadeados para fechar nossos pertences. Obviamente, sabemos que, se preciso fosse, teríamos de abrir tudo na alfândega. A idéia era só oferecer uma barreira psicológica aos ladrões de galinha dos aeroportos, sem maiores pretensões. Na real, dá pra abrir tudo com Bic… Duvida? Veja esse vídeo sobre o assunto.

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Bagagem de mão: aqui vivemos um dilema… A Air Canada libera duas de 10 kg, mas a TAM só duas de 5 kg. Não queríamos morrer no excesso de bagagem, daí optamos por levar duas de 5kg cada um (detalhe que ninguém, em momento algum, conferiu esse peso).

2) Preparação para a viagem: o au-au

Começamos a preparar o Leopoldo para a viagem bem antes, quando decidimos colocá-lo na escola, isto é, no adestramento. Essa se provou a decisão mais acertada que tomamos até agora. Ainda que ele já fosse um cão adulto (4 anos), aprendeu alguns comandos muito úteis, como ‘fica’ e, mais importante ainda, aprendeu a ficar na caixa quietinho e sem incomodar. É importante escolher bem o adestrador, no entanto. Nós tivemos a sorte de conhecer uma pessoa muito bacana, o Tony Cão, que é adestrador e tb voluntário da ONG onde tb trabalho, o Abrigo dos Bichos. Muito carinhoso com os bichos, pôs o Poldão na linha e virou um de seus melhores amigos.

Outra etapa foi a compra de roupas quentes para a viagem. Algumas eu já tinha comprado em loja, mas a maioria mandei fazer com uma costureira que atende vários pet shops de Campo Grande e de fora tb. Ela fez uns capotões sob medida pro rapaz, que ficou mto lindão com o figurino novo. Ela tb me vendeu macacões e cobertores, além de um acolchoado que colocamos dentro do kennel. Detalhe sobre os cobertores: nós dormimos com eles misturados aos nossos por um tempão, pra ficar com cheirinho de casa durante a estressante viagem.

Também como preparação da casinha, compramos um bebedouro próprio para viagem, fácil de abastecer com qualquer garrafinha mineral e sem perigo de molhar a casa. Abaixo, um vídeo demonstrativo da coisa, que gravamos em Guarulhos enquanto esperávamos o vôo para Toronto.


Também nos preocupamos com o forro da caixa, tanto para absorver um eventual xixi (e o bicho não urinou nenhuma vez durante a viagem, coitado) quanto para aquecer o ambiente. Compramos uma espécie de fralda-tapete, chamada Pampet’s. Absorve bem, tal qual uma fraldinha, mas a textura dela parecia dar agonia no au-au, que ficava cavando-a sem parar. Então fizemos assim: fixamos a fralda no piso da caixa com fita adesiva e, por cima, colocamos bastante jornal. Daí funcionou bem.

Para evitar que, com o nervoso, ele abrisse a caixa (e isso acontece, mesmo em caixas importadas e chiquérrimas, e é o motivo pelo qual mto bicho morre durante o transporte aéreo), colocamos presilhas adicionais nos fechos de mola e nos buracos-extra que o Zé abriu nas laterais da porta. Daí, para podermos abrir a caixa e trocá-lo durante a viagem, levamos um cortador de unha desses que podem embarcar na bagagem carry-on.

Outra medida de segurança foi encher a caixa de identificação. Em cima, pus um documento grandão com as seguintes informações:

LEOPOLDO

TRAVELLING ON THE 26th/27th JANUARY
WITH ITS OWNERS: Will Smith / Julia Roberts
DESTINATION: NONONONONONO.

FROM: NONONONONONO.
Brazil. Phone: +55 66 99999999999

FLYING TAM / AIR CANADA: GRU/TORONTO
ETKT (Air Canada): 9999999999999
AC/LDA5QA------------
FLIGHTS:

LEOPOLDO IS A 4 YEARS OLD DOG.
HE’S BEEN CASTRATED AND EDUCATED AND HE ANSWERS TO A FEW COMMANDS IN PORTUGUESE.
HE’S BEEN IMPLANTED WITH THE
Microchip ISSO FDX-B 134.2 KHZ ANIMALLTAG,
nº 9999999999999
IT CAN BE TRACKED AT THE WEBSITE: www.animalltag.com.br

CONTACT:

Em todos os lados da caixa preguei também o nome dele. A idéia era que os funcionários mais simpáticos dos aeroportos que o estivessem carregando pudessem chamá-lo pelo nome, deixando-o mais tranquilo. E funcionou. Volta e meia a gente ouvia alguém falando ‘Hello, Leopoldo’, ou então, “Salut, Leopoldo!”.

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Também por efeito de segurança, penduramos nele as informações acima em 2 chaveiros daqueles que abrem e onde se colocam informações como endereço, etc. Ah, vale notar que esses chaveiros abrem sozinhos, tem de passar fita adesiva em volta.

Algo que não precisei usar, mas é uma medida de segurança válida, é levar fotos atuais do cão/gato. Assim, se ele for perdido, fica mais fácil encontrá-lo.

Finalmente, já com tudo pronto, nos tocamos que não tínhamos deixado nenhum brinquedinho pra ele. Em Guarulhos, numa loja de brinquedos, comprei um mordedor. Daí, na nossa tradicional pizza com chopp na Pizza Hut (deixaram entrar com cachorro na caixa), ganhamos dois vales pra ‘pescar’ bichos de pelúcia, e o Zé catou um sapinho e um elefante. Foi td pra jaulinha dele.

3)GTA e CZI

Para sair do país, todo bicho tem de ter o o Certificado Zoosanitário Internacional. Para isso, o médico veterinário responsável tem de emitir um Atestado de Saúde (ele tb é necessário para viagens nacionais). Junte-se a isso a carteira de vacinação e um requerimento de avaliação pelo Ministério da Agricultura.

O CZI foi obtido no Aeroporto de Guarulhos. O nosso foi feito duas vezes, pq a veterinária do Ministério se enganou e colocou que Leopoldo era um felino. Se eu não visse o erro, poderia ter dado um rolo gigantesco. Então prestem atenção no texto.

Tivemos tb um outro probleminha que só se revelou em Toronto. Conto daqui a pouco.

4) Declaração de Porte de Valores

O Zé fez nosso DPV on-line com antecedência. A Receita fica ao lado do Ministério da Agricultura e aproveitamos pra já pegar a validação do fiscal. Ele contou o dinheiro, conferiu com a declaração, carimbou e assinou a papelada e foi isso. Nenhum problema.

A saída definitiva vai ficar pra depois.

5) Os check-in

Vôo TAM Campo Grande – Guarulhos: neuróticos como somos, já tínhamos ido ao aeroporto conferir com o pessoal do check-in como seria o lance da bagagem. As preocupações eram, principalmente: o quanto pagaríamos de excesso no trecho doméstico; se as bagagens iriam direto a Montreal ou precisariam de novo check-in em Guarulhos; se teríamos acesso ao cachorro em São Paulo (pelo telefone, cada hora diziam uma coisa). Ficou assim: despachamos a bagagem até o destino final (Montréal) e nos cobraram o excesso doméstico das terceiras malas (minha e do Zé). Isso deu, no total, R$ 141,00. Para nossa alegria, conseguimos que o cachorro fosse despachado só até São Paulo, e assim tivemos acesso a ele (pensem 8 horas de SP com o Leopoldo no hangar), para inclusive colocar um casaco no au-au. O preço da viagem do Leopoldo só até SP ficou em R$ 207,00. Ele chegou em Guarulhos numa boa e foi a sensação na esteira de coleta de bagagem. Abençoado o dia em que resolvi colocá-lo no adestramento…

Vôo AIR CANADA Guarulhos – Toronto – Montréal: O vôo era às 22h30, então precisamos alimentar o Leopoldo com quatro horas de antecedência. Não precisamos tirar a água do kennel. No procedimento de embarque, deram uma ficha para preenchermos com os dados do au-au. Achamos interessante o texto do verso, com o checklist seguido por eles (observação: o kennel do Poldão tinha orifícios nas duas laterais apenas. As do fundo foi o Zé quem fez) e por isso colocamos a foto abaixo. Nos perguntaram se tinha rodinha (não pode ter), e dissemos que não (foi o Zé tb quem tirou). O preço do excesso de bagagem representado pelo cachorro (20 kg = Leopoldo+kennel) ficou em US$ 214,00. Mas atenção: o procedimento para pagar esse excesso de bagagem foi bem enrolado e lento. Quem for despachar cachorro deve ignorar as duas horas de antecedência para embarque internacional e chegar bem antes…

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Super-observação 1: qdo da compra dos bilhetes, já fizemos as reservas pro embarque do Leopoldo.

Super-observação 2: a cada embarque, peça pro comissário de bordo conferir se o animal tb embarcou (de preferência antes de fecharem as portas). Eles são mto gentis e vão te ajudar a viajar mais tranquilo.

6) A entrada no Canada

Chegamos em Toronto para fazer a imigração, além da conexão para Montréal.

Passamos pelas cabines de imigração, e tudo ok. Conferiram que éramos landing immigrants e nos mandaram para uma salona próxima onde fariam nossa entrada como residentes permanentes. Mais uma filinha e passamos pelo agente, que nos deu uns formulários, carimbou os passaportes, emitiu a autorização de residência e nos deu o Bienvenue. Vindo com a papelada certinha, é super tranquilo. Por outro lado, vimos um povo meio enrolado (pareciam estudantes) com dificuldade de se explicar sobre o que fariam no Canadá.

Tudo certo, fomos buscar as malas. Pegamos tudo na esteira (se vc estiver pensando em usar os carrinhos do aeroporto, tenha 2 dólares americanos ou canadenses trocados para cada carrinho) e fomos atrás do cachorro. Ele estava numa sala em frente às últimas esteiras, sinalizada com um “B” (as in Barn). O cachorro já estava ficando meio nervoso e chorando, mas latindo nunca. Tirei-o da casinha, troquei o jornal, fiz um carinho e o colocamos de volta na casinha. Nisso, resolvemos contratar um carregador, afinal, eram duas pessoas pra 6 malas gdes, 4 pequenas e uma baita casa de cachorro. Que erro! O sujeito mal falava inglês (se comunicava com os colegas dele em algum idioma que sou incapaz de entender) e ficava falando sem parar, nos empurrando e apressando, tentando explicar as coisas com mímicas (sem que tivéssemos perguntado, aliás). Além disso, a criatura resolveu ficar amigo do Leopoldo, falando com o cachorro estressado através dos buraquinhos do kennel. O bicho, que até então estava numa boa (meio nervoso mas tranquilo), começou a latir. Ai que ódio!!! Eu pedia pra parar, explicava que ele tava cansado e estressado e o cara insistia. Na alfândega, coloquei a porta da gaiola virada pra parede, e o maldito homem insistia em falar com o cachorro pelos buracos. Até que a oficial que nos atendeu mandou o sujeito parar, daí ele respeitou. A essa altura eu já tava quase chorando.

Então, veio o pior. A oficial foi olhar os documentos do cachorro (que estavam de acordo com o figurino) e reclamou: ‘onde é que está a anti-rábica’? Daí mostrei a Virbac (importada), que está na figura abaixo:

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E ela: ‘mas aqui nada diz que ela é anti-rábica’. Lembrei que no atestado da veterinária (deixado no Ministério da Agricultura) isso era dito claramente, mas não tinha certeza sobre o texto do CZI. Conferi e era esse:

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Voilá! Não afirmava que a merda da Virbac era contra raiva. A mulher me olhou. Eu olhei pra ela. Meus olhos se encheram de lágrima. Ela se comoveu e bateu o carimbo: ‘está ciente de que tem uma fee?’. E foi o Zé feliz pagar os U$ 36,30.

MORAL DA HISTÓRIA: é preciso pedir que esteja escrito no CZI a marca da vacina dada contra raiva. O meu de trânsito local tinha, o internacional não. Me senti muito estúpida.

Seguimos com as malas pra conexão (e o cara continuou provocando o Poldo). As malas foram pra esteira e o Poldo foi embora com um funcionário da Air Canada. Dali, fomos para a revista dos carry-on, passamos pelo estresse básico do tira-põe de sapato e pronto, fomos aguardar o vôo para Montréal.

7) A chegada

Nessa etapa, poderíamos já ter procurado a agência da Immigration Québec, mas nem lembramos. Fomos direto às esteiras, pegamos as malas e fomos aguardar o Leopoldo na esteira da bagagem pesada (que fica por último). Ele chegou tremendo, creio que num misto de estresse e frio. O termômetro marcava -15ºC, se não me engano. Vale lembrar que, ainda que ele tenha vindo em compartimento pressurizado e tals, o embarque e desembarque do Leopoldo não se deu por aqueles corredores quentinhos dos passageiros, mas ao ar livre (e frio).

Esperamos o Celso chegar (brasileiro que dá um serviço de apoio com transporte aos recém-chegados), tomamos nosso primeiro choque com o frio e fomos embora do aeroporto. Primeiro passamos no escritório do My Studio Montréal, onde locamos um apê mobiliado por um mês e nos dirigimos ao nosso novo lar (ainda que temporário). Leopoldo correu feito um doido quando o soltamos.

Escrevo esse post já com quase uma semana de Canadá. Mas nossas experiências ficam prum próximo texto…

sexta-feira, janeiro 30

Despedidas

Sabem aqueles quilinhos que a gente ganha todo fim do ano, com a comilança das festas? Pois nossas festas e confraternizações duraram um mês inteiro: desde a chegada no sul, dia 26 de dezembro, até a partida de Campo Grande para Montréal, em 26 de janeiro. Engordei uns 5 quilos na brincadeira…

Com a venda das coisas e a entrega da casa, começamos a rodada de despedidas. Coisa dolorida. A excitação de estarmos a ponto de realizar nosso projeto de vida deu de cara com o preço a se pagar: a distância dos amigos e a falta que eles iriam fazer ficou clara. Colo da mãe? Não tem preço…

blog--xipa e clau




Ver o filho da melhor amiga nascer e crescer? Um luxo a ser deixado pra trás.




Passamos três semanas na casa da mãe do Zé em Canoas. Pra quem não conhece, é pertinho de Porto Alegre. Comidinhas deliciosas, churrascos com os amigos (com direito a passada em Caxias do Sul) e com a família.



Em Porto Alegre também conhecemos uma turma animada, de futuros canadenses. Na reunião, o discurso era o mesmo: gostamos do nosso país, mas queremos expectativa de crescimento, qualidade de vida e a possibilidade de um futuro um pouco melhor, pra nós e nossa família.

encontro

Todos os presentes (a maioria casais sem filhos) tinham um perfil semelhante: no auge do potencial de produção, é uma gente estudada, com nível superior e de pós-graduação, viajados pelo mundão afora, cheios de garra e vontade de trabalhar. Enfim, gente preparada, que o Brasil perde. E perde mesmo. Quanto imposto potencialmente seria recolhido pelas pessoas naquela sala em um dado tempo? Quanto conhecimento a ser produzido por elas? Enfim, ruim pra o país, melhor pra nós e o Canadá…



Findo o período de confraternização e comilança no sul, voltamos para Campo Grande onde passamos a última semana de Brasil na casa de minha mãe. Obviamente, seguiu-se mais comilança: bife, batata, pavê, todas as delícias da mamãe.




Foi uma semana de mto trabalho: fechar malas (e comprar cadeados e lacres numerados para elas), providenciar documentos do au-au, deixar procuração, e o mais complicado de tudo, tratar da venda do carro…

Seguinte: pegamos a pior maré pra venda do carrão… Com o lance do IPI, carro novo tá barato e tinha gente oferecendo 15 paus no meu carro que vale no mínimo 20. Enfim… Resolvemos esperar um pouco mais… O deixamos numa garagem (que ficou com ele tb em consignação durante a viagem ao sul) e, qdo pintar comprador, lá por março ou abril, qdo o mercado esquentar de novo, vendemos e fazemos a remessa do $$$

Finalmente chegou o dia do aeroporto. Dizer q foi uma choradeira é modéstia de minha parte. Entrei no calmante pra aguentar a onda… Tentar dizer o quanto amo minha família não será suficiente pra expressar o que sinto. Eles são lindos!!!

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Au revoir mes amis!!!!

terça-feira, janeiro 13

Mudança

Muito bem, vendemos tudo, e agora?


E daí que ficamos com uma casa bagunçada, sem eira nem beira. Mas é legal.

Os cachorros nada entenderam, ficavam olhando com aquela cara de interrogação.






Até o Natal, muitos almoços e jantares com cara de despedida.











Entregamos a casa dia 24 de dezembro (o bazar fora nos dias 20 e 21). Ficamos então na casa de duas amigas nossas que estavam viajando. Que trabalhão deu pra separar as coisas que sobraram… O que ficaria, o que seria dado, o que levaremos para o Canada.
















E nesse meio tempo, também tivemos de queimar o monte de documentos que eram absolutamente inúteis e vínhamos juntando feito formiga.

Dia 26 de dezembro rumamos para o Rio Grande do Sul, a fim de nos despedirmos da família do Zé.