sexta-feira, janeiro 30

Despedidas

Sabem aqueles quilinhos que a gente ganha todo fim do ano, com a comilança das festas? Pois nossas festas e confraternizações duraram um mês inteiro: desde a chegada no sul, dia 26 de dezembro, até a partida de Campo Grande para Montréal, em 26 de janeiro. Engordei uns 5 quilos na brincadeira…

Com a venda das coisas e a entrega da casa, começamos a rodada de despedidas. Coisa dolorida. A excitação de estarmos a ponto de realizar nosso projeto de vida deu de cara com o preço a se pagar: a distância dos amigos e a falta que eles iriam fazer ficou clara. Colo da mãe? Não tem preço…

blog--xipa e clau




Ver o filho da melhor amiga nascer e crescer? Um luxo a ser deixado pra trás.




Passamos três semanas na casa da mãe do Zé em Canoas. Pra quem não conhece, é pertinho de Porto Alegre. Comidinhas deliciosas, churrascos com os amigos (com direito a passada em Caxias do Sul) e com a família.



Em Porto Alegre também conhecemos uma turma animada, de futuros canadenses. Na reunião, o discurso era o mesmo: gostamos do nosso país, mas queremos expectativa de crescimento, qualidade de vida e a possibilidade de um futuro um pouco melhor, pra nós e nossa família.

encontro

Todos os presentes (a maioria casais sem filhos) tinham um perfil semelhante: no auge do potencial de produção, é uma gente estudada, com nível superior e de pós-graduação, viajados pelo mundão afora, cheios de garra e vontade de trabalhar. Enfim, gente preparada, que o Brasil perde. E perde mesmo. Quanto imposto potencialmente seria recolhido pelas pessoas naquela sala em um dado tempo? Quanto conhecimento a ser produzido por elas? Enfim, ruim pra o país, melhor pra nós e o Canadá…



Findo o período de confraternização e comilança no sul, voltamos para Campo Grande onde passamos a última semana de Brasil na casa de minha mãe. Obviamente, seguiu-se mais comilança: bife, batata, pavê, todas as delícias da mamãe.




Foi uma semana de mto trabalho: fechar malas (e comprar cadeados e lacres numerados para elas), providenciar documentos do au-au, deixar procuração, e o mais complicado de tudo, tratar da venda do carro…

Seguinte: pegamos a pior maré pra venda do carrão… Com o lance do IPI, carro novo tá barato e tinha gente oferecendo 15 paus no meu carro que vale no mínimo 20. Enfim… Resolvemos esperar um pouco mais… O deixamos numa garagem (que ficou com ele tb em consignação durante a viagem ao sul) e, qdo pintar comprador, lá por março ou abril, qdo o mercado esquentar de novo, vendemos e fazemos a remessa do $$$

Finalmente chegou o dia do aeroporto. Dizer q foi uma choradeira é modéstia de minha parte. Entrei no calmante pra aguentar a onda… Tentar dizer o quanto amo minha família não será suficiente pra expressar o que sinto. Eles são lindos!!!

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Au revoir mes amis!!!!

3 comentários:

LiliX disse...

boa viageeeemmmm!
ai q friozinho na barriga!!!
:D

brasilnocanada disse...

Boa viagem e boa sorte!
É sempre bom aproximar-se da comunidade brasileira, para não ficar inventando a roda. Também é bom, neste momento complexo, manter forte a fé e freqüentar uma igreja. Com certeza, encontarão em português. Também tem a vantagem que as pessoas se reúnem depois para conversar, dando excelentes dicas e formando amizades.
Conto com a audiência no blog Brasileiros no Canadá http://brasilnocanada.wordpress.com e no programa de rádio "Fala, Brasil", segundas e quartas às 21 horas em www.voceslatinas.ca.
Um forte abraço!

Flaviana disse...

Oiê... adorei o blog. Super recheado...
Tinha que ser jornalista msm pra escrever tanta coisa e tão bem assim...
Mais uma vez, toda felicidade a vcs. Qu essa fase seja duradoura e a mais MARA d tds.
Bjs saudosos de uma louca para outra LOUCAAAAA...