quarta-feira, fevereiro 25

A quarta semana!!!

Caramba! Achei que não fosse dar conta de escrever esse post. Que semana doida! Que correria!!! Tô cansada e dolorida… O Zé mais ainda…

Em resumo, mudamos e começamos a pintar o apê, fizemos a avaliação para a francisação, compramos móveis. Ah, e fizemos descobertas terríveis em relação ao modus operandi da faxina aqui nas terras geladas… Mas contemos as nossas histórias…

Faxina

Com o apê alugado, começamos a organizar a mudança. Obviamente, como é de praxe, precisamos fazer uma faxina. Invocamos o espírito de Escrava Isaura (isso mesmo, lá no Brasil não tínhamos o hábito de pegar no pesado para termos nosso lar limpo), entramos no clima, wohoo, vamos lá!!!!

Compramos o material de limpeza (sorry folks, não guardei a notinha, não lembro os preços exatos) no Dollarama (tudo a um dólar ou no máximo dois: uma vassoura tão charmosa que até dá vontade de sair voando, pá, um troço tipo bombril, baldes, enfim, todos os utensílios disponíveis para faxinar) e no Maxi (os produtos de limpeza: um ou outro recomendados por amigos e o resto foi no ‘achismo’ mesmo -uma combinação de preço, funções e a cara da embalagem).

Chegando em casa, desempacotamos tudo, lemos as instruções e começamos….

De repente, a constatação (pq já tinha lido sobre o assunto na lista de discussão do yahoo): no banheiro não tem ralo. Isso mesmo, zero buraco, zero ralo, zero escoamento (na banheira tem, é claro, mas não serve mto na hora de limpar o resto das coisas). Mas que c****, pq eles não colocam uma m**** de um escoamento no banheiro???????

Bem, segundo a maioria das instruções dos produtos, o esquema geral é o seguinte:

1) Borrifa o produto;
2) Dá um tempinho pro troço agir;
3) Remove com um paninho úmido o produto e a sujeira anexa;
4) Passa um paninho seco e era isso.

OK. Fica até cheirosinho. Verdade seja dita: os produtos são muito bons mesmo. A gordura derrete, sem brincadeira. Mas, como explicar… Sabe aquele frescor que só a água é capaz de dar? Então, fica faltando…

Decidi então meter um balde básico d’água por tudo. (Acalmem-se, eco-certos. Foi um baldezinho de nada, não cheguei nem perto de esvaziar os Grandes Lagos na minha busca por um banheirinho pequeninho limpo…) Chuáaaaaaaa. Ê beleza!!! Mais uma esponjinha nos cantinhos e ficou super legal. Exceto pelo chão. Ah, aquela água sem ralo para escoar… Como fiz????

1) Pega paninho seco;
2) Molha paninho na pocinha;
3) Espreme paninho no balde;
4) Passos 1, 2 e 3 se repetem ad infinitum.

Na próxima, vou tentar aquelas coisas que parecem uma vassoura mas que são com uma esponja na ponta.

Pintura

Pra deixar o apê com a alvura do brand new, fomos até a loja favorita do Zé. O paraíso dos meninos. A alegria da garotada: a Canadian Tire. De lá, trouxemos muitas coisas. Segura que a lista é grande:

Escada: 37.99
Tapete (4x3 pés): 17.99
Óculos para pintura: 4.99
Querosene: 4.99
Tinta latex branca (5 galões): 64.99
Paninhos (3): 4.29
Lâmpadas (2): 14.98
Pincel pequeno: 1.09
Silicone: 6.99
Pistola para silicone: 1.99
Carrinho de metal (para carregar a tralha): 24.99
Kit de pintura (tipo um balde preto pra misturar tinta e rolos): 9.99
Massa: 4.99
Serra: 5.99
Lixa: 0.79
Troço pra pôr a lixa: 3.69
Kit de ferramentas (segundo o Zé, super “pau-ferro”): 39.99

E olha que eu tô pondo a mão na massa tb…

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Observação: flyers de supermercados e diversas lojas

Dá pra conferir pela internet quais as promoções da semana em quase todos os supermercados e lojas. Vc tb pode fazer o subscribe da newsletter de cada um, para receber as informações direto no e-mail. Aí vão alguns links:

Maxi
Walmart
IGA
Metro
Canadian Tire
Zeller’s
Home Outfitters
IKEA

Móveis

Compramos algumas coisinhas pro nosso novo lar. Pensávamos em comprar alguns itens usados (exceto o colchão), mas os preços eram lunáticos e resolvemos adquirir as coisas novas.

Na “Dormez-vous?” compramos a cama box queen size. Choramos as pitangas e conseguimos alguns descontos. Os preços ficaram: 398.67 pelo colchão, 137.50 pelo box spring, 20.00 pela base de metal. Estamos aguardando a entrega (sem taxa adicional).

Do Wal-Mart trouxemos, de táxi, o seguinte: poltrona do presidente (aquelas frescas de escritório) por 79.00; mesa e quatro cadeiras (super grande, fiquei surpresa) por 228.00; e futon (tipo sofá-cama, onde vamos acolher as visitas) por 159.97.

Na Zeller’s tinha a cortina de banheiro a 14.97 (tinha mais barato, mas preferi uma mais bonitinha) e os anéis para a pendurar a 1.97.

Comprei pratos no Maxi a 24.99 (pratos grandes, pequenos, canecas e cumbucas de sopa: 4 de cada). De lá também trouxe uma cafeteira Black&Decker 6 xícaras a 24.99. Nada a ver com móveis, nesse dia pegamos uma promoção de Bud: 24 garrafas a 22.83: delícia.

O Zé teve maior trabalhão montando os móveis (e dando emprego pras ferramentas novas) e o Poldão só cuidava a novidade…

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Francisação

Eu fui a primeira a ir fazer a avaliação. Francamente, achei que não ia dar em nada, porque na época do CSQ fui classificada como francófona. Dificilmente eles me colocariam no curso em tempo completo, e eu já estava inscrita na Francisation en Ligne (mto legal, aliás). Cheguei numa boa, usei meu melhor francês (expliquei que, para ter alguma chance – remota - como jornalista, meu francês precisaria ser perfeito) e surpresinha: realmente não precisaria fazer o curso regular (de 3 níveis). Ao contrário, o avaliador resolveu me colocar num curso que, segundo ele, é novo, de francês escrito. São 3 níveis (a serem cursados depois do curso regular, 5 semanas cada) também a tempo completo (o que quer dizer bolsa-auxílio do governo) e, segundo meu avaliador, eu poderia entrar no nível 3 mas, pra eu ter mais tempo, me matricularia no nível 2. Fiquei muito contente.

O Zé foi no dia seguinte, fez a entrevista e ficou no nível 2 do curso regular. Começamos os dois a estudar em março com ajudinha do poder público.

Parque

Pertinho de casa tem um parque grandão bem legal. Levamos o Leopoldeza pra dar uma volta. Obviamente, ele amou…

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segunda-feira, fevereiro 16

Apanhado geral de informações oficiais (e algumas dicas recebidas)

Nesse meio tempo recebemos tanta, mas tanta informação, que não posso deixar de admitir um certo pânico de minha parte. Resolvi organizar tudo em pastinhas, separando também as coisas que mais nos interessavam… O compêndio foi ficando grande e achei melhor compartilhá-lo no QuebeCoisa. Creio que as informações a seguir podem ajudar quem está querendo vir, seja se preparando para a entrevista, seja tentando imaginar como vai ser a vida aqui no Québec.

Muitas dessas informações ainda não foram testadas por nós, não sei dizer se são válidas ou não. Não estamos ainda em condições de confrontar as informações oficiais com as experiências obtidas na “gincana da vida”… Mas voilá!

Informações gerais sobre o Canadá

Informações gerais sobre o Québec

Informações oficiais sobre as profissões

Temos dois principais locais onde buscar essas infos:

Procura de emprego

O mantra que tenho ouvido é o seguinte: o melhor negócio é verificar as empresas que te interessam e ir lá deixar o CV. Daí, provavelmente pararemos no banco de CVs deles e, na abertura de uma vaga (primeiro costuma-se buscar o futuro empregado através de indicações diretas, daí a importância do networking), antes de a anunciarem onde quer que seja, as empresas buscam os CVs em seus próprios bancos de dados.

Para encontrar as empresas dos sonhos, pode-se recorrer às seguintes fontes:

Outra possibilidade é ir atrás de empresas de RH. Aqui vai uma lista que me passaram (tô pondo só o que tem site… dizem que umas cobram pra nos cadastrar e outras não… a maioria é especializada por área…):

Há também sites onde vagas são anunciadas e, mais importante, vc tb pode registrar o seu CV:

Com o mesmo espírito, só que em áreas especializadas:

Também são anunciadas vagas para funções públicas:

Há a opção de participar de um clube de busca de emprego. Eles estão reunidos neste site aqui.

E sempre dá pra aparecer nas feiras de emprego. Um calendário do que está sendo organizado pode ser visto aqui. Quanto aos jornais, me disseram que o melhor dia para conferir os anúncios nos jornais em Montréal, de emprego ou qualquer outra coisa é sábado.

O mais legal de tudo é que, enquanto organizava a papelada e escrevia esse post durante toda a tarde (o Zé estava ajudando nossos amigos com a mudança), percebi que o Leopoldo tinha sumido, quietinho, quietinho. Fui ver o que ele tava fazendo e olha só a pose (e a vida boa)…

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domingo, fevereiro 15

Valentine’s Day! (e três semanas de Canadá)

O dia 14 de fevereiro é uma data importante pra eu e Zé. Nada a ver com Canadá: nos conhecemos na internet, e éramos amiguinhos só. Ficamos nessa uns meses e depois começamos a nos falar pelo telefone (ele tava em Porto Alegre e eu em Campo Grande), por conta de um sério problema dele. Ainda assim, tudo só na amizade. Eu queria conhecer esse gaúcho e, no dia de São Valentin de 2004, resolvi a questão: mandei um cartão pra ele. Aí a coisa virou rolo, nos conhecemos pessoalmente, namoramos 4 dias e resolvemos juntar. Um mês depois, estava lá o Zé de mala e cuia em Big Field conhecendo os sogros. Isso faz 5 anos já…

Enfim, viva São Valentin!!!

Simbolizando nossos presentes, finalmente fomos comprar celulares. Que coisa difícil é comprar celular aqui! Não pela burocracia, porque essa é fácil (só apresentamos passaporte e o NAS), mas para escolher o plano! Seguinte: sabe o identificador de chamadas? É pago separadamente. Sabe a secretária eletrônica? Também é à parte. Receber ligações e mandar texto? Pura ingenuidade de recém-chegado achar que é tudo sem limites…

Enfim, acabamos precisando fazer vasta pesquisa antes de adquirir o nossos telefones. Ficamos com a Solo Mobile e optamos pelo seguinte:

300 minutos - $30.00 (inclui SMS ilimitado e ligações livres entre 19h e 8h, além de final de semana)
Solo-Solo ilimitado - $5.00
Secretária + Identificador de chamadas - $9.00
Recebimento de chamadas locais ilimitado - $10.00

O legal tb foi eles não cobrarem a taxa de ativação de aparelho, o que nas outras chegava a algo em torno dos 30 dólares. Ah, e ganhamos os presentes da promoção de Valentine’s: um cartão de memória pra mim e outro pro Zé (4 Gb), um fone pro Zé e uma bolsinha chiquésima pra mim.

Na hora, só precisamos pagar pelos aparelhos. Tinha a opção de não pagar nada, mas eu e Zé quisemos uns aparelhos mais…, digamos…, mais abestados… Peguei um Samsung Cleo pra mim ($25.00 com fidelidade de 2 anos) e o Zé um LG Rumour ($50.00 tb com fidelidade de 2 anos).

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De qualquer forma, pra quem estiver chegando, só podemos recomendar mesmo uma pesquisa legal (incluindo visitas às lojas físicas – tem coisa que não vemos nos sites). Nós visitamos a Roger’s, a Videotron, a Bell, a Tellus e a Fido.

Agora, valendo como telefonia fixa, o Zé fez um bom negócio com o Skype. Comprou um pacote de ligações ilimitadas para qualquer número nos EUA e no Canadá (fixo e móvel) a 30 dólares ANUAIS. O troço vem com umas funções meio doidas: caller ID (podemos escolher que número queremos que as pessoas vejam qdo liguemos – o celular, por exemplo); call forwarding (podemos encaminhar ligações recebidas para serem atendidas em qualquer outro ponto de telefone fixo); um tal de Skype to Go, que ainda não entendi o que faz, além de 30 dólares de desconto quando da aquisição de número de skype-out canadense (novos números estão indisponíveis temporariamente)

Apê e documentos

Essa semana assinamos o contrato de aluguel do nosso novo lar. Vamos nos mudar dia 20. É bairro mais pobre, cheio de imigrantes, cheio de comércio (meio que um Méier) e custa $578.00 mensais. É um 4 1/5, ou seja, tem dois quartos, sala, cozinha e banheiro, além de vaga na garagem e armários para armazenagem de tralha. Bem grandinho até. Com a eletricidade (inclui aquecimento) e água, vai a uns 700 dólares mensais.

Recebemos vários documentos essa semana: meu cartão de residente permanente (o do Zé não veio, temos de verificar o que houve), os dois cartões do NAS (número social) e as cartinhas nos convocando para a entrevista de avaliação para a francisação (curso de francês em que o governo paga um dinheirinho pra gente estudar).

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Em comemoração, a tudo isso, fizemos dois jantarzinhos com nossos amigos Roberto e Flávia (cozinhei em ambos, tá faltando eles provarem o tempero do Zé), um na casa deles (e nosso futuro apê) e outro aqui na jaulinha (o apê temporário que locamos por um mês).

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Session d’Informations

De segunda à quinta-feira desta semana, participei de um curso chamado “Session d’information: Les réalités socioéconomiques du Québec”. Eles nos deram 4 brochuras com bastante material interessante. Algumas coisas eu já conhecia, das pesquisas ainda no Brasil (principalmente nos blogs alheios:), sobre outras eu nem fazia idéia. Os tópicos abordados foram:

  • Le contrat moral et la Charte québécoise des droits et libertés de la personne;
  • Géographie, histoire et culture;
  • Les systèmes politiques canadien et québécois;
  • La langue française au Québec;
  • Les valeurs et les fondements de la société québécoise;
  • L’économie du Québec et de la région de Montréal;
  • Les régions du Québec et les besoins de main-d’oeuvre;
  • Le système d’éducation et laa formation continue;
  • Les lois sociales et la fiscalité;
  • Le travail et la recherche d’emploi;
  • Les compétences recherchées par les employeurs;
  • La connaissance de soi;
  • Le curriculum vitae et la lettre de présentation;
  • Le rôle des ressources d’aide en emploi et les services offerts;
  • Les stratégies de recherche d’emplois: les communications téléphoniques, la préparation à l’entrevue, les sources d’emploi.

Na medida do possível, vou compilando as informações (que são muitas).

Muitos imigrantes participaram da sessão, inclusive o brasileiro Azize. Fiz amizade tb com uma chinesa. Os dois vieram sozinhos pra cá. Olha, tiro o chapéu pra quem faz essa loucura…

Entrevista de Acompanhamento

Na sexta de manhã tive uma entrevista com uma senhora designada pelo governo para me acompanhar (cada imigrante ao Québec tem direito a um). Fui sem esperar muito, porque o Zé teve o encontro dele na terça e não achou muito útil não. Mas, para minha surpresa, foi muito legal.

Pra começar, qdo falei que vim com meu cachorro, ela já saiu mostrando as fotos dos cachorros dela. Eu disse que tinha feito trabalho voluntário no Brasil com proteção animal e ela contou que já tinha feito isso aqui tb. Me parece que os cachorreiros desse mundo se encontram sempre e rapidinho se entendem… O papo foi muito bacana, tratamos desde amenidades até detalhes como o registro do Leopoldão e, obviamente, a procura de emprego.

Ela me deu muitas sugestões valiosas sobre outras áreas onde moderia começar a buscar trampo. Também deu uma sugestão prática: como na área do Zé – banco de dados - é relativamente mais fácil de encontrar trampo, eu deveria ajudá-lo no processo de busca de emprego, entrevista e tals. Assim, ficaria mais fácil ele conseguir uma colocação melhor. Daí, com o maridão sustentando a casa (olha que chique), eu poderia ir com muito mais tranquilidade procurar um trampo pra mim, sem precisar apelar pra um survival job assim tão imediatamente.

That’s all folks! Voltamos com mais novidades em breve!!!

quarta-feira, fevereiro 11

Wohoo!!! Panela de pressão!!!

O importantíssimo dia de hoje deve ser registrado. Pra começar, já estávamos felizes com a melhora do Leopoldo, que hoje pediu pra passear e comeu feito um condenado.

Mais tranquilos, nos demos conta de que precisávamos resolver um probleminha básico: com o aquecimento sempre funcionando, o ar fica muito seco em casa e, dentre os resultados, temos nariz sangrando, lábio rachando (devo aproveitar para agradecer minha amiga Nadja pela milagrosa pomadinha Bepantol que salvou minha boca) e focinho de cachorro também se machucando. Isso pedia um umidificador de ar.

Fomos na Canadian Tire e compramos um super-power na promoção, de 40 litros, bem silencioso e com rodinhas (!), por 119.99 dólares. E, enquanto andávamos saltitantes pela loja (uma boa idéia é não olhar pros lados pra não cair nas tentações do lugar), demos de cara com o quê, caros leitores?!!! Tema de infindáveis debates nas listas de discussões, assunto constante na conversa com a mamãe, objeto do desejo de brasileiros com saudades de casa – ela, a panela de pressão.

Chique a encrenca, devo acrescentar. Além da válvula escandalosa dos seus ancestrais, minha mais nova panela tem outras duas válvulas de segurança. Some a isso um lance que não permite que ela saja aberta enquanto houver pressão por dentro e voilá: nunca mais preciso me preocupar se vamos explodir a casa quando formos fazer feijão.

Feijão. Feijão. Feijão. Não deu pra aguentar. Passamos no carésimo IGA e compramos um saquinho de feijão vermelho e, pasmem, um pacotinho de louro. Chegamos tarde em casa mas, porque deixar pra amanhã se podemos engordar hoje?????? Estreei a panela. Ô coisa boa um feijãozinho com arroz e carninha moída…

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By the way, os preços foram: 24.99 pela panela; 3.29 pelo saquinho de feijão; 1.39 pelo louro.

Um brinquedo para o Zé: a aquisição do novo computador

Queridos amigos, poucas coisas existem que sejam comparáveis à alegria e ao nível de concentração do meu lindo marido José Luís quando compra um computador novo. Ou melhor, quando compra as peças de seu computador novo e vai juntar tudinho até surgir a máquina de seus sonhos…

DSC05036Na lista de discussão do yahoo sobre imigração pro Canadá, pusemos uma perguntinha sobre os preços e as vantagens de ir comprar peças em NY, porque sua primeira impressão foi a de que as coisas aqui não eram tão baratas quanto o que imaginávamos. Daí, muitas repostas nos foram bastante úteis (observação: eu falo em ‘nós’ mas isso é pura estilística, foi tudo o Zé quem resolveu, eu só conto a história). Com os nomes de lojas nas mãos, Zé começou a cotação.

O resultado da pesquisa nós compartilhamos com vocês. Está tudo nesta planilha em excel.

Fico muito feliz que o computer do Zé já esteja funcionando. Agora o note fica só pra mim. Afinal, somos duas pessoas intensamente digitais… Como muitos de nossos amigos já sabem, inclusive, nos conhecemos na web…

A descrição da máquina (e impressora/scanner), praticamente toda comprada na PCC Zone ficou sendo essa:

Intel QuadCire Q6600246.75
ASUS P5Q 157.30
ANTEC THREE HUNDRED MINITOWER CASE73.72
LG DVDRW 22X BLACK GH22NS30 SATA29.90
HP J4580 ALL–IN-ONE 28 PPM OFFICE JET116.28
COOLERMASTER 650W EXTREME POWER DUO109.20
AOPEN KEYBOARD BLACK CAN/FR PS2 NOIR14.99
Memória DDR2 1066MHz KINGSTON CL7/4G97.17
TP-LINK 54M WIRELESS ROUTER44.99
Placa Vídeo ATI ASUS HD4870 1Gb GDDR5350.00
SEAGATE 500GB SATA-2 32M 7200RPM74.99
POWERBAR29.99
IMPOSTOS173.21
TOTAL1518.49

Obs (em 3 de março): a memória não funcionou bem e na semana seguinte ele trocou pela Corsair Dominator 2x 2Gb DDR2 1066 MHz. O mesmo aconteceu com o cooler, precisou trocar.


O monitor, o Zé comprou usadão, encontrado no Kijiji por $60,00. É um HP modelo P1230, 20’’.

terça-feira, fevereiro 10

Gasto fora da programação: o au-au ficou dodói

 

Eu não ia escrever sobre o assunto por dois motivos: o primeiro era pra não preocupar a família; o segundo, porque a gente tem aquele instinto, sei lá, de querer esquecer as coisas ruins… Mas resolvi escrever porque, primeiro, o problema já tá quase 100% resolvido e, segundo, porque conheço gente que vem pra cá com bicho também e eu meio que me sinto na obrigação de dar um toque…

petit prince Queridos amigos: levar seu bichinho ao veterinário pode sair beeeeeeeem caro….

Conforme relatei no post anterior, demos pro Leopoldo uma delícia canina que ganhamos no pet shop onde fomos comprar suas botinhas de inverno. O negócio tinha uma cara super boa e, enfim, ele se refestelou no manjar. Infelizmente não lembro a marca da coisa, mas vem congelado e fica guardado num freezer no meio da loja.

O bicho teve um treco. Um diarréia do inferno. Depois vieram a febre, a apatia e, por conseqüência, o desespero dos donos. Que saudades tivemos dos queridos veterinários de onde morávamos…

O cronograma foi o seguinte: o petisco foi dado na terça. Na quarta, a diarréia tava instaurada. Na quinta, ele já não quis comer. Na sexta, estávamos decididos a levá-lo ao médico mas, de repente, ele deu uma boa melhorada… Então, no dia seguinte, o bicho ficou péssimo. Entre a noite de sábado e a manhã de domingo, foi febrão e umas tremedeiras muito estranhas, além de não querer comer nada.

Domingo cedo zarpamos pro médico. Fomos até o Centre Vetérinaire DMV, longe pra caramba mas que, segundo nos informaram em duas clínicas onde liguei, seria onde conseguiria atendimento de urgência.

No final das contas, ele tinha mesmo uma forte infecção intestinal, além de uma inflamação nos ouvidos (esse último ele sempre tinha também no Brasil).

Vamos aos gastos:

Consulta – $ 117,50
2 Raio X – $ 75,00 + 44,65
Fluidoterapia – $ 36,00
Remédio para ouvido – $ 41,32
Antibiótico – $ 15,00
Ração molhadinha pra recuperação do au-au (4 latas) – $ 12,84
Impostos: $ 17,15 + $ 27,00

Total: $ 387,01

e mais…

Ida e volta de taxi - $ 60,00

Iniciamos os antibióticos no domingo mesmo. Hj ele já está bem melhor: pediu comida e brincou.

Fiquei com muito medo de perdê-lo, foi feia a coisa. Lembram do Pequeno Príncipe? “Tu és eternamente responsável por aquilo que cativas.” Nesses quatro anos conosco, Leopoldo nos cativou, derreteu nossos corações e se tornou nosso grande amigo. Fico feliz por tê-lo trazido conosco pro Canadá e me sinto muito culpada por ter dado aquela carne pra ele. 

sexta-feira, fevereiro 6

Semana 2: com lenço e com documento

Essa segunda semana foi tão recheada de acontecimentos que passou rápido demais (mas oficialmente a semana vence só na terça)!

A primeira e mais importante delas foi que fizemos bons amigos… Na verdade, essa amizade começou lá no avião, qdo íamos chegando… Foi assim: na fila do check-in, lá estava esse sujeito que puxou conversa (ou foi o Zé que puxou conversa, não lembro, eu tava paparicando o Poldão na caixinha). Era o Roberto. Qdo soube o que estávamos fazendo, desandou a falar mal do Québec (apesar de viver aqui desde os anos 70). Depois avisou: “quero só preparar vcs pro pior, que é pra vcs curtirem bem qdo vier o melhor” (ou algo assim)…

No vôo pra Toronto, ficou conversando com a gente um pouco e logo voltou pro assento dele. Feita a imigração e tal, ao aguardarmos a conexão pra Montréal, lá estava ele. Nem vimos o tempo passar, de tão boa a prosa. Daí a surpresa: no vôo, ele se sentaria ao nosso lado. Ah, aí a coisa descambou, vimos fotos, rimos um monte. Chegamos em Montréal com o telefone dele: estava de mudança pra Toronto com a esposa e teria algum tempo livre pra nos ajudar com alguma coisa, dar uma volta e tals. Tb, se quiséssemos, poderíamos ir conferir o apartamento onde estava morando.

Alguns dias se passaram e ligamos. Fomos ver o apê e curtimos à beça: grande e em conta. No mesmo dia, ele e a esposa, a Flávia, nos levaram pra dar uma conferida em alguns pontos bacanas de Montréal. Voilá!

A reunião sobre a nossa imigração

Mudando de assunto para as coisas mais oficiais e burocráticas da vida, aconteceu essa semana nossa reunião com o agente de imigração do Québec, a qual achamos bastante proveitosa… Mas antes, vou contar a epopéia que foi encontrar este homem…

Marcamos a reunião por telefone (514 8649191). Devido à proximidade com nossa residência no momento, a senhora com quem falamos fez o agendamento para o bureau que fica na Maisonneuve Est. Ela, toda gentil, explicou que nem precisaríamos ir para o exterior, porque ficava coladinho à estação de metrô. O horário seria às 8h45.

Pois bem, era 8h30 e já estávamos lá. Daí o cara da recepção nos deu a boa notícia: “esse prédio, a partir de hoje, é só pra curso de francês; o bureau que vc procuram está em novo endereço, perto da Station Place-des-Arts”. Avisei que chegaríamos atrasados e o sujeito: “ nah, isso não dá nada”. Pronto. Começamos a nos sentir no Brasil…

Fomos, putos, pro outro bureau. Entramos, os patetinhas, na sala errada. Era do lado. Ok. Agora vai. Vai? Vai nada! O cara no balcão vira pra mim: “mas não tem nada marcado pra senhora aqui, madame”… Como assim, por exemplo? Ele confere no ordi (ordi=ordinateur=computador) e me conta: “Sua reunião não é aqui. Desde o início foi marcado pra outro bureau, o que fica perto da Station Crémazie. A senhora pode ir, mas nesse horário acho que não serão mais atendidos hoje, pq vão uns bons 45 minutos até lá”. Serviço público é tudo igual, me pareceu (antes de me xingarem, eu fui funcionária pública tb no Brasil). Que ódio.

Lá fomos pra tal Crémazie que fica longe pra dedéu (do nosso ponto de partida). O Zé bufava. Chegamos super tarde. Contei a triste história e a mulher exclamou que isso era muito bizarro. Sentamos uns 2 minutos e já nos chamaram. Acompanhamos um rapaz até sua cabine. Começava a reunião…

“Brasileiro normalmente se sai bem!” - foi com essa frase que o nosso agente, o Frédéric, começou a “Session Première Démarches d’Installation” (Primeira Sessão de Providencias de Instalação) que durou quase duas horas e compensou o sufoco que foi encontrar o lugar…

Ao longo da conversa, várias vezes ele nos parabenizava por já termos resolvido ou começado a resolver vários dos tópicos abordados. A maior parte delas já pode ser estudada bem antecipadamente na publicação “Apprendre le Québec”, e/ou estão disponíveis on-line nas várias páginas do governo.

Frédéric, depois das rápidas apresentações, pediu desculpas por estar falando rápido mas disse que é normal pq ele ficou contente com o fato de já falarmos o francês. Daí expliquei que o Zé não fala francês muito bem e ele, muito simpático, disse que falaria mais devagar, que qualquer coisa era só avisar. Mas já avisou tb que o nível do Zé estava muito melhor que de muito imigrante que chega até ele. Eu digo sempre pro Zé que o francês dele tá melhorando bastante (leiam o post sobre a nossa entrevista pro CSQ e o famoso niveau zéro para uma melhor perspectiva :) mas ele não acredita.

Daí ele apresentou as duas opções de Francisation a que teríamos direito: o de tempo parcial (sem bolsa) e o de tempo completo (com bolsa do governo). O Zé com certeza vai solicitar o de tempo completo (isso pq não é previamente aprovado, tem de pedir e ver se aceitam). Eu, apesar de ter direito tb, creio que vou pro parcial e começar a correr atrás de trampo…

Mas a real, meus amigos, é que, sem francês, não rola Québec não. Ainda que o sujeito fale um bom inglês, boa parte das relações se estabelecem primeiro em francês mesmo. A voz mágica do metrô é em francês, quase tudo tá em francês. Em mesmo quem estuda o idioma há algum tempo (meu caso) sente-se meio apavorado (meu caso) na hora de usar a coisa na vida real, principalmente na hora de entender o estranhíssimo (pelo menos pra mim) sotaque québecois.

Outro aspecto reforçado na reunião foi quanto às demais regiões do Québec. Conforme Frédéric, Montréal fica com cerca de 80% dos imigrantes. Entretanto, as regiões teriam grande necessidade de pessoas como nós, inclusive com programas de incentivo à mudança. Sugeriu que tentássemos conhecer a realidade desses locais, principalmente quanto ao mercado de trabalho. Nos deu um calendário com as próximas sessões de informação (disponíveis na web). Tb sugeriu que marcássemos um rendez-vous com alguém dessa entidade chamada Collectif (fone: 514 374-7999) que teria um trabalho voltado ao apontamento de oportunidades de trabalho nas regiões. Vamos ver isso ainda.

Depois, explicou direitinho como fazer pra tirar o NAS (uma espécie de CPF), o Cartão de Seguro-Saúde e o Cartão de Residente Permanente. Frédéric tb marcou para nós sessões individuais com um agente que irá nos auxiliar no processo de integração e, principalmente, de entrada no mercado de trabalho.

Ah, durante o papo, ele mencionou que fazia trabalho voluntário (bénévolat) e daí eu contei que fazia no Brasil e gostaria de continuar fazendo aqui, na área de Proteção Animal. Ele me deu o nome de uma entidade por aqui: a SPCA. Já entrei em contato por e-mail, estivemos lá com o Roberto e a Flávia, e devo dar uma passada lá na semana que vem pra conversar com a chefe da equipe de voluntários.

Os documentos: agora nós existimos!!!

Essa semana passamos a existir sob a forma de números para os sistemas canadenses. Wohoo!!!!

O Permanent Resident Card foi fácil de pedir: colocamos nosso endereço novo lá no site deles e pronto. Um dia o cartão chega…

Para o NAS, precisamos ir a uma agência do governo. Esperamos um pouco nossa senha ser chamada e fomos à cabine com esse cara… Que figura!!!! Rimos tanto enquanto ele averiguava as informações e assinávamos a papelada toda"!!! O sujeito já tinha ido ao Brasil, ao Carnaval carioca, e contava as histórias mais hilárias sobre suas aventuras. E dá-lhe caras e bocas… Reparamos isso no Québécois mais típico mesmo e mais tranquilo: eles são cheios dos gestos e caras engraçadas. Eu, que sempre tive vocação pra drag queen, me encontrei e até simulei uma dança de terreiro (no momento em que começamos a falar sobre o tanto que ele se impressionou com a existência de prática de magia negra no Brasil). Obviamente expliquei que isso faz parte de práticas religiosas importantes (eu, particularmente, acho LINDAS as festas de santo) e ele disse que vai a uma na próxima vez que for ao Brasil. Ah, roubaram a câmera fotográfica dele no Rio.

Outra coisa que amei foram os elogios ao meu francês. Ele disse que essa foi a segunda vez que conseguiu bater um papo com imigrantes no idioma. Isso fez muito bem pro meu ego, uma vez que ainda me sinto super apavorada com minha performance. O Zé disse que eu ia ficar insuportável de tanto me achar!!!

Do NAS, fomos providenciar a Assurance Maladie (o cartão de saúde). Aí, caros amigos que ainda vão passar por isso, uma recomendação: levem algo pra ler. Chegamos 12:30 e saímos às 16:30. Muita gente e muito lento o processo.

Detalhe bobo: minha mãe deve lembrar da vez em que, na primeira série, tive de escrever cem vezes meu nome com acento. E eu continuei esquecendo o acento do Cláudia. Pois bem: agora caiu. Meus documentos saem sem acento e eu virei só Claudia.

Au-au dodói

Uma coisa que foi uma dor de cabeça foi um revertério que deu no Leopoldo. O problema foi que, no dia em que compramos as botas do bichinho, o cara do Pet Shop deu uma espécie de salsichão canino de presente pra ele. Era pra promover o novo produto. A única coisa que promoveu, entretanto, foi uma diarréia forte no cachorro (pensa que maravilha isso num apê fechado e com calefação) e a certeza de que marcharíamos numa grana com vet. Isso pq durou 4 dias o mal-estar do rapaz. Qdo tava pegando o telefone pra marcar consulta pra ele, Leopoldo saiu da caixa, foi comer, beber água e fez festinha.

Então, mais um conselho gratuito: as coisas que cachorrinhos canadenses gostam podem não ser as coisas que fazem bem ao seu cachorrinho brasileiro. Mantenham-se na ração…

Ah, e isso vale pra seres humanos tb… Compramos um embutido de frango que, acreditamos, foi o responsável por uma alergia no Zé.

...

Deixo com vocês um vídeo tosco feito por mim com a vista de Montréal:



segunda-feira, fevereiro 2

A primeira semana

 

Pense em uma carioca que ODEIE praia, sol, pagode, carnaval, feijoada e demais brasilidades relacionadas ao tema ‘calor infernal’. Sou eu. Odeio aquela obrigação de ser feliz das sociedades praianas. Qdo era criança, tinha apelidos na escola, no estilo ‘barata-branca’. Já na adolescência, querendo me alinhar ao status quo, tentei ao máximo pegar uma cor, mas a única coisa que consegui foram umas queimaduras horríveis. Já na mudança pra Campo Grande, achei que escaparia desse joie de vivre do litoral, mas de diferente mesmo só topei com o horrível hábito de ouvir música sertaneja no último volume. Junte-se a isso o ‘funk do tigrão’ dos últimos anos.

Não digo isso para cuspir no prato em que comi (aliás, já tô com saudades do feijão da mamãe) mas para explicar melhor o meu contentamento em descobrir que AMO a neve que encontrei em Montréal. Não sabia se gostaria ou não, nunca tinha visto assim de perto, mas ó coisa boa.

Leopoldo tb adorou. Não de primeira, claro. Aliás, nossa culpa. É que vimos vários cachorros passeando pela neve sem aparato algum e pensamos ‘oh, claro, Leopoldo aguenta’. Aguenta nada. O bichinho deu alguns passos, fez um xixi e parou feito estátua. Daí saiu mancando. Pegamos Leopoldo no colo e corremos pra dentro. Coisa estúpida de se fazer… No dia seguinte colocamos os paramentos nele - bota, macacão, casacão (feitos sob medida) – e saímos. Que coisa de doido!!! Ele amou!! Saiu correndo, fuçou na neve, deu uma corrida nos pombos da rua, uma alegria que dava gosto de ver!!! A gente sai e ele fica pedindo pra sair tb. Ontem compramos pra ele uma botinha especial pra neve, da marca que todo mundo recomenda por aqui, a Muttluks. Foi mais cara (custou CAD$ 33,49) que a minha bota que comprei esses dias numa promoção, mas valeu. É impermeável e forrada, justinha e dá bastante estabilidade. Chique o negócio. Saca a foto e o fofo.

poldo neve DSC04997

 

Mas vamos voltar ao início e contar tim-tim por tim-tim quais foram nossos primeiros passos por aqui. E, atendendo pedidos, os gastos, claro.

Chegamos já gastando:

  • Transporte (aeroporto – escritório My Studio Montreal – apê): CAD$ 50,00
  • Aluguel loft mobiliado (aluguel caro, só que mais barato que hotel) e aceitando pet: CAD$ 1160,00 + 30,00 do early check-in

Uma vez instalados (bacaninha o apê), fomos ao supermarché comprar coisinhas básicas pro primeiro dia. Importante reforçar que não compramos nada de “montar casa” ainda, porque o apê é mobiliado. Isso nós vamos fazer mês que vem. Essa primeira compra foi feita num mercado aqui perto, meio carinho tb. Depois, descobrimos o Wal Mart, que é mais em conta. Ainda vamos fazer uma visita ao Maxi, que dizem ser ainda mais em conta. Rapidinho descobrimos a palavrinha mágica Rabais, ou seja, desconto! Abaixo, listamos todas as nossas compras de supermercado feitas até então:

SUPERMARCHÉ PA (o perto de casa).
Em CAD$

ÁGUA MINERAL – 4 litros
(isso foi enquanto não tínhamos certeza sobre a qualidade da água da bica)
1,59
PÃO (TIPO SÍRIO) 0,99
MILHO LATA 0,49
MOLHO DE TOMATE 0,99
CARNE MOÍDA 400g 2,13
QUEIJO PROVOLONE 242g 2,66
PAPEL HIGIÊNICO 1,99
RAÇÃO PEDIGREE 5,49
RAÇÃO MOLHADA PEDIGREE 2,19
PIZZA CONGELADA 5,99
CHOCOLATE QUENTE LIGHT 3,29
IOGURTE ACTIVIA 4,99
MANTEIGA 2,99
LARANJA 0,60
VINHO ROUGE 11,89
PRESUNTO DEFUMADO 2,93
AÇÚCAR MASCAVO 2,19
SAL 1,19
AZEITE DE OLIVA 3,49
CERVEJA STELLA ARTOIS PACK COM 12 DE 340 ml
(não gostamos muito)
16,99

WAL-MART (perto da estação Namur)
Em CAD$

BOLSA RECICLÁVEL PARA COMPRAS 0,97
LEITE DESNATADO 1,46
CAFÉ Nelligan 6,67
CHÁ DE CAMOMILA 2,04
MILK-BONE (biscoito canino) 1,76
TOBLERONE (queríamos ver se tinha o mesmo gosto de antigamente, e tem) 2,06
MACARRÃO 1,77
CUSCUS ISRAELENSE (uma massa com formato de bolinha, tri bom) 1,17
ÓLEO DE GIRASSOL 3,37
PRINGLES LIGHT 1,77
SALSICHAS PEPPERONI 7,67
FILTRO MELITTA 3,72
SACOS DE LIXO 4,17
FOLHAS AMACIANTES (amei, fica fofinha a roupa) 4,37
SABÃO EM PÓ 5,43

IGA (um mercado meio chique perto de casa)
Em CAD$

TANGERINAS -  280g 1,54
PAMPLEMOUSSE – 650g 1,42
CERVEJA BOREALE  -PACK COM 12 DE 340ml
(muuuito boa)
14,99

Ficamos tb muito felizes quando descobrimos a SAC, templo do liquor. Lá compramos um vinho português Dão Meia Costa a 10,45. Pretendemos voltar lá em breve.

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Zé prepara rango do au-au

 

 

Mas vamos falar de roupas. Nos dois primeiros dias nos viramos com o que trouxemos do Brasil. Estava em torno de -15ºC. Com umas três camadas de roupa, dá pra aguentar bem. Mas nada se compara aos casacos daqui mesmo, que oferecem uma proteção excelente. No terceiro dia, portanto, fomos às compras. De cara, descobrimos a Village des Valeurs, loja de roupas usadas. Já aviso: se vc é fresca/o, enjoadinha/o, mantenha distância, vá comprar seu manteau de 250 dólares. Mas, se vc é dos nossos, A-M-A um brechó como eu, não tá com a intenção de gastar desnecessariamente, vai fundo. Reserve uma tarde inteira e vá ser feliz. É enorme. Tem tudo. Uns casacos lindos, inteiros, sem ter de pregar um botão. Saímos de lá com 3 casacões pro Zé, 4 pra mim, 2 chapéus e uma luva (de ski) pra mim. Tudo isso por 160,18 dólares canadenses. Pechincha!

Depois disso, faltaram alguns acessórios, como luvas pro Zé e gorros mais fortes. Na Bently, compramos uma luva por 9,99. Na Aubainerie compramos mais algumas coisinhas:

  • 1 par de pantufas pra mim (esqueci as Havaianas) – 4,49
  • 2 chapéus peludos grandões – 7,98 cada
  • 1 luva super power pra mim – 9,98
  • 2 faixas de proteger orelha – 2,52 cada
  • 2 gorros – 5,08 cada

Também precisamos fazer algumas aquisições na farmácia. Da Pharmaprix buscamos:

  • Iodo – 2,99
  • Algodão – 2,49
  • Removedor de esmalte – 1,99
  • Mousse para limpeza do rosto – 8,99
  • Escova de dente (eu trouxe de casa mas até agora não achei) – 2,29
  • Shampoo e condicionador Trésemmé – 6,99 cada

E da Canadian Tire trouxemos:

  • escorredor de louça (aqui não tem secadora e achamos que secar com paninho é meio nojento) – 8,99
  • forma de pizza (bacaninha, com furinhos e tals) – 16,99
  • secador de cabelos (no apê tem, mas não funcionou, daí compramos esse e tb não funcionou, daí descobrimos que o problema era na tomada) – 15,99
  • saco de lavar lingerie (pra dar coragem de meter na lavadora de roupas comunitária) – 4,99
  • jogo de chaves phillips, fenda, tork, e uma quadrada, 25 peças – 17,49
  • adaptador de tomada (todas aqui são somente pino chato!) – 2,99
  • abridor de latas e saca-rolha – 2,99

Gastamos um bocadinho também com transporte público. Compramos duas cartas mensais (metrô e ônibus) a CAD$ 65,00 cada, válidas a partir de fevereiro. Nos últimos dias de janeiro tivemos de pagar o passe avulso a CAD$ 2,75 cada ride.

carte mensuelle

Além disso, marcamos nosso rendez-vous com o oficial da imigração pra amanhã cedo (terça).

Em breve escrevo mais sobre nossa vida por aqui. Deixo vocês com algumas fotitas da turma: