segunda-feira, julho 6

Eu não consigo ser alegre o tempo inteiro

Desculpem os que só lêem o Q u e b e C o i s a pra saber detalhes técnicos sobre a imigração, mas esse é mais um post sobre cachorros. Afinal de contas, tenho de explicar o porquê do sumiço nessas paragens...

Bem, fazia tempo que não escrevia porque estava super deprimida e sem a mais remota vontade de escrever. Pra quem tá chegando agora por aqui, uma informação vital: amo cachorros. Adoro bichos em geral, e cachorros são meus favoritos.

Na vinda pra cá, deixamos uma cachorrinha pra trás, a Ilsa. Ela é super frágil, e toma um medicamento que é pra vida toda. Até descobrir um veterinário que topasse continuar receitando os remedinhos dela por aqui, achamos que seria mais prudente deixá-la com a vovó. Afinal, na casa dos meus pais o esquema é bilu-bilu, dormir na cama ou no sofá, comidinha quentinha e quintal grande. Vidão.

Então, eis que roubaram a Ilsa. Mas não se engane, não se trata de um cão de raça e sangue azul. Ela é super vira-lata, achada no lixo quando bebezinha, sobrevivente de várias rodadas de antibióticos para as muitas e muitas doenças adquiridas durante seu passado sombrio. A certeza de que foi levada de propósito é que ninguém ligava pra dar a notícia de ter achado uma cadelinha pequenina de vestido verde de frio. Sim, ela tem medalha com nome e telefone, além de chip implantado.

O desespero durou 18 dias. Eu nem falava com meus pais nos messengers da vida pra gente não começar a chorar. Meus pais moveram o mundo pra encontrá-la. Amigos ajudaram de várias formas. Saiu no rádio, na TV, no jornal, pra não falar em todos os recursos possíveis na internet. Finalmente alguém ligou a cobrar e perguntou se era verdade que tinha recompensa. Ilsa foi devolvida sem nenhum arranhão, pra alegria de todos. Ela ainda usava a medalha com o nome e telefone.

A outra boa notícia vai em homenagem ao cachorrinho do post anterior, o falecido Mocinho. Foi chegar a Ilsa de volta em casa, e minha mãe percebeu que a outra cadelinha dela, a Mel, está grávida. Adivinhem quem deixou herdeiros, a despeito da idade avançada? Isso mesmo, o pequinês safado, o velhinho Mocinho. Falei pra minha mãe que isso tá parecendo novela, com reviravoltas e finais felizes.

Em tempo

Terminei o francês e agora vou atrás de emprego. Duvido muito conseguir algo como jornalista, por causa do francês. Pra qualquer outra área meu francês estaria bom demais (estudo esse negócio há anos, e não só pra vida de imigrante), mas pra trabalhar em redação... Bem... O buraco é mais embaixo... Outras áreas de comunicação, como marketing, por exemplo, que me parece ter um bom espaço por aqui, eu detesto. Assim como publicidade. Acho que vou mudar de área, pelo menos temporariamente, coisa que eu já imaginava que iria acontecer, mas não sei pra onde vou. Estou me sentindo com 16 anos de novo, resolvendo o que vou ser quando crescer.

9 comentários:

LiliX disse...

que bom q a cachorrinha voltou!
acho q vc podia dar aula de francês para imigrantes semi-analfabetos(tipo eu)!

Jeanne disse...

Claudia, essa indecisão profissional faz parte da vida de imigrante. Você já pensou em fazer um College? Alguns são de curta duração, outros online...Estou fazendo um online na minha área, mas assim que terminar quero fazer algo relacionado a ESL.
e quanto ao Francês, tenho certeza que daqui a algum tempo estará "bão" demais!
Fiquei feliz por terem encontrado sua pequena. Eu enlouqueceria se os meus sumissem.
Bjs

Parofes disse...

Nossa, que tenso!
Fiquei com o coração na mão aqui lendo porque também amo animais e sinto muita falta da minha cadelinha Vitória que morreu no final do ano passado...a foto dela continua na minha carteira..rs
Bem, felizmente tudo terminou bem.
Te desejo boa sorte nesta nova etapa de puberdade na sua vida! he he he
Bjs

Aline e Jório disse...

Quase chorei ao começar a ler o post e quando fui um pouco mais adiante, resolvi que soltaria fogos se tivesse algum por aqui...
Sou alucinada por cachorros e venho religiosamente acompanhando o blog, e procurando ainda mais qualquer informação sobre a Ilsa e o Poldão...rs... Vamos levar dois buldoguinhos para o Canadá e gostei demais do jeito que você escreve sobre os seus "filhos".
E quanto ao francês... Realmente, trabalhar como redatora em uma língua extrangeira não deve ser nada fácil. Já estamos cientes que muito provavelmente quando chegarmos vamos ter que mudar de área, mas não estamos muito preocupados com isso não... Mais pra frente a gente se resolve!
E boa sorte com seu dilema de o que vai ser quando crescer!
Beijos!
Aline

Giovana disse...

Ai Claudia, ultimamente eu só choro lendo os teus posts, mas te digo que este último, foram lágrimas de pura alegria, pois como você, sou enlouquecida por estes bichinhos maravilhosos, que só trazem felicidades pras nossas vidas. Eu entendo perfeitamento o desespero de vocês todos, mas graças a Deus a bichinha voltou ao lar dela inteirinha. \o/ \o/ \o/

Grande beijo,

Giovana

Tutuka disse...

Quase morro de chorar aqui com a historia da Ilsa e a historia do mocinho... Eu tb estou em Montreal e trouxe o meu poodle micro Toy, Athos. Chorei o vôo inteiro quando despachei ele na Air Canada... Mas deu tudo certo no final. Adoro as suas historias de cachorros, by the way. Eu tambem sou louca por animais, em especial cahorrinhos.
Um abraco
Tuana

http://indoemboahora.wordpress.com/

Camila disse...

UFA! Que alívio! Nossa... Que sufoco, hein? Ave Maria!!

Todas as boas vibrações de sorte na sua escolha de carreira!!!

Beijo enorme.

Claudinha disse...

Agente Zwarg...

Fiquei tão contente com o reaparecimento da Ilsa...e vi as fotos da sua familia com ela ao colo e a felicidade do Sr. Ricardo a tirar as faixas ...
O que eu tiro desta história??É que se houvesse no mundo pelo menos mais 2 x pessoas como vc e sua familia o mundo seria muito mais humano...o amor que vcs tem pelos animais só demonstra o quanto são pessoas do Bem...
Agora saber o que fazer ...não te preocupes...se acreditas que podes ir para uma redação vá...conheço o seu trabalho e sei o quanto vc é talentosa e dedicada e o quanto e capaz...
Tenho muitas saudades de quando trabalhavamos juntas e de tudo o que tu me ensinaste sobre o que é realmente jornalismo...

P disse...

não se pode mesmo ser feliz a 24 por 7. é irreal e quem faz isso não pode estar sendo sério e honesto consigo, não é mesmo? mas que ótimas novidades! que bom ter a cadelinha de volta sã e salva! e que coisa maravilhosa a próxima geração do mocinho!
:)

bisous!